Ciúmes com Orgulho

3146 Words
Amanhã se inicia tranquila, o sol estava fraco e ainda havia resquícios da chuva da noite anterior. A casa permanecia em completo silêncio… mas só por alguns minutos. Em um dos quartos, o despertador começou a tocar, quebrando a calma da manhã e anunciando que já era hora de despertar. POV Eliza Martinez Não acredito que já tenho que levantar... Nem parece que dormi. Ainda de olhos fechados, passei a mão pela mesinha de cabeceira até encontrar o celular e desligar o despertador. Um suspiro pesado escapou dos meus lábios. A cabeça ainda estava meio zonza, e o corpo implorava por mais alguns minutos de sono. Me encolhi um pouco debaixo das cobertas, tentando negociar com o relógio, como se cinco minutinhos a mais fossem mudar alguma coisa. Mas eu sabia que se não levantasse agora, correria o risco de perder a hora — de novo. Respirei fundo e, com muito esforço, me sentei na cama, bagunçando ainda mais meus cabelos ruivos já desgrenhados. Espreguicei os braços, tentando espantar o cansaço, e murmurei pra mim mesma: — Bom dia, mundo… seja gentil hoje, por favor. Me levanto com um pouco de preguiça e sigo direto para o banheiro. A água fria seria demais para mim naquele momento, então ajustei o chuveiro para uma temperatura morna, só o suficiente para me despertar de vez. Enquanto a água caía, fui tirando a roupa devagar, ainda sentindo os resquícios do sono no corpo. Entrei no box e deixei a água morna escorrer por todo o meu corpo, me ajudando a acordar aos poucos. Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, sentindo o vapor suave preencher o ambiente. Peguei o sabonete com cheiro de frutas vermelhas — o meu preferido — e comecei a me ensaboar com calma, aproveitando o momento de silêncio e tranquilidade. Lavei os cabelos com cuidado, massageando o couro cabeludo enquanto pensava em como aquele dia poderia ser diferente. Depois de alguns minutos, finalizei o banho e enrolei o corpo na toalha felpuda. Saí do banheiro com os cabelos pingando, indo direto para a pia para terminar minha higiene matinal. Escovei os dentes, passei um pouco do meu hidratante no rosto e, por fim, dei uma ajeitada nos cabelos, ainda úmidos. Agora sim, eu estava desperta. Estou pronta para enfrentar mais um dia. Vou até meu guarda-roupa e escolho com cuidado um conjunto de renda azul-marinho — delicado, mas me fazendo sentir confiante. Visto uma camisa polo branca, combinando com uma calça jeans preta justa que valoriza minhas curvas. Nos pés, opto pelo meu tênis branco confortável e, para finalizar, pego minha jaqueta de couro preta, aquela que sempre me dá um ar mais estiloso e decidido. Depois de me vestir, volto ao banheiro. Com o secador em mãos, seco meus cabelos com calma, até ficarem quase totalmente secos. Passo um pouco de creme finalizador, amassando os fios levemente para manter meus cachos ondulados naturais, do jeitinho que gosto. Na frente do espelho, faço uma maquiagem leve: um pouco de máscara para destacar os cílios, um traço delicado de delineador para realçar o olhar e pronto. Me olho no espelho uma última vez e dou um sorriso leve. Estou pronta para o dia. Vou até o guarda-roupa, pego minha mochila e faço uma rápida checagem para garantir que está tudo pronto para a faculdade. Lembro de colocar o notebook, que estava sobre a mesa de estudos, na mochila. Conferindo mais uma vez, sinto que não esqueci nada importante. Enquanto isso, no outro quarto, o despertador começava a tocar, insistente, há alguns minutos. POV Joice Sonho de Joice – ON O vinho tinha acabado, e a sala estava mergulhada num clima de aconchego e mistério. De repente, começou a tocar Lady Marmalade — Christina Aguilera, Lil' Kim, Mýa & Pink. Vi Eliza se levantar do chão, tirar as sapatilhas e, com aquele brilho provocante no olhar, me puxar pela camiseta, me ajeitando na poltrona ao lado do sofá. Ela se posicionou na minha frente e deixou o ritmo da música tomar conta do corpo. Seus movimentos eram lentos, envolventes, carregados de sensualidade. Cada passo que ela dava parecia vibrar dentro de mim, como se cada parte do meu corpo respondesse ao dela. Logo a música acabou, mas então começou Buttons — The Pussycat Dolls. O clima mudou. A batida era mais provocante, cheia de atitude, e Eliza se entregou de vez. Seus movimentos ficaram mais ousados, seu olhar mais firme, e tudo nela exalava desejo. Eu fiquei completamente hipnotizada. Sem pensar, minhas mãos encontraram sua cintura e a puxaram para mais perto. Ela rebolava em sincronia com a música, o corpo tão quente, tão perto… tudo parecia vibrar, como se só existíssemos nós ali. O mundo lá fora tinha desaparecido. Ela se virou devagar, sentando no meu colo de frente para mim. Nossos corpos estavam colados, a respiração entrecortada. Eu conseguia ouvir o som acelerado do coração dela — e o meu, que tentava acompanhar o mesmo ritmo. Olhei para os olhos castanhos-claros de Eliza. Neles havia uma mistura de desejo, carinho e surpresa... mas também algo mais profundo. Como se aquilo que estava nascendo entre nós já existisse há muito tempo, silencioso, esperando o momento certo. Ela me olhava, mas logo desviou o olhar para a minha boca, entreaberta, os lábios úmidos. Era visível o nervosismo dela, a respiração descompassada. Então, com um gesto suave, suas mãos tocaram meu rosto, e senti o calor dos dedos dela em minha pele. Ela foi se inclinando, devagar, os olhos fixos nos meus. E então... ela me beijou. Foi um beijo doce e intenso, carregado de tudo aquilo que ainda não tínhamos dito. Um beijo com gosto de saudade, carinho, e daquela urgência silenciosa de estar perto. Minhas mãos apertaram a cintura dela com firmeza, como se minha alma dissesse em silêncio: fica comigo. Sonho de Joice — OFF Acordo ofegante, o coração disparado, o corpo coberto de suor como se tivesse corrido uma maratona. — Caramba... que sonho foi esse? — murmurei, ainda tentando distinguir o que era real e o que ficou na minha cabeça. Passei as mãos no rosto, tentando recuperar o fôlego, e foi então que o som irritante do despertador voltou a tocar, me arrancando de vez da confusão dos meus pensamentos. — Ai que droga esse despertador! — resmunguei, batendo no botão com mais força do que o necessário. Fiquei ali, sentada na beira da cama, tentando me recompor. As imagens do sonho ainda tão vívidas... o jeito que ela me olhava, aquele beijo, a dança... tudo parecia tão real. Suspirei fundo, olhando pro teto. — Eliza, o que você tá fazendo comigo, ruivinha? Me levantei devagar, o corpo ainda meio mole, e fui em direção ao banheiro. Talvez uma água fria no rosto ajudasse a colocar minha cabeça no lugar. Porque, depois desse sonho, encarar a Liz como se nada tivesse acontecido… ia ser complicado. Tirei a roupa e percebi que minha calcinha estava um pouco úmida. Olha só o que aquele sonho fez comigo... Entrei no box, liguei o chuveiro na água fria para aliviar o calor que queimava meu corpo depois daquele bendito sonho. Comecei a me lavar devagar, mas logo uma imagem invadiu minha mente, me deixando confusa — seria aquilo real ou só minha imaginação? — Liz... — murmurei, fechando os olhos e imaginando o momento, sentindo minha testa encostar na dela por um instante, tentando me ancorar naquela intensidade. — Você me deixa completamente fora de mim. A água fria escorria pelo meu corpo, tentando apagar o fogo que aquele sonho tinha acendido dentro de mim, mas era inútil. Cada lembrança, cada toque, cada beijo parecia real demais para ser só imaginação. Saí do chuveiro, enrolei a toalha na cintura e fiquei alguns segundos diante do espelho, tentando entender o turbilhão de emoções que me consumia. Meu coração ainda batia acelerado, a mente dividida entre desejo e medo. “Será que ela sente o mesmo?” pensei, mordendo o lábio, perdida naquele pensamento. Saí do banheiro e fui até o meu quarto. Abri o guarda-roupa e escolhi um sutiã de renda preta, sem bojo, e uma cueca preta feminina. Vesti uma camisa xadrez vermelha e preta, uma calça jeans clara justa com leves rasgos, meu All Star preto e, para finalizar, uma jaqueta de couro preta. Voltei ao banheiro para terminar minha higiene matinal, arrumei o cabelo deixando-o bagunçado do jeito que eu gosto, fiz uma maquiagem leve — lápis de olho preto, delineador e máscara de cílios para destacar meus olhos verdes claros. Nos lábios, um batom vermelho intenso. Por fim, borrifei um pouco do meu perfume amadeirado favorito. Me encarei no espelho e sorri, dizendo para mim mesma: — Como eu estou linda, maravilhosa, cheirosa e gostosa. Voltei ao quarto e peguei minha mochila preta que estava pendurada na cadeira da mesa de estudos. Dei uma última olhada dentro dela para ter certeza de que estava tudo certo — cadernos, estojo, carregador, celular… tudo no lugar. Peguei o celular da mesa, destravei a tela e vi algumas notificações, mas deixei para olhar depois. Saí do quarto em silêncio e deixei minha mochila no sofá, ao lado da de Liz. Por um instante, olhei para a mochila dela e sorri sozinha, lembrando do quanto aquela ruivinha ocupava meus pensamentos — até nos detalhes mais simples do dia a dia. O cheirinho do café da manhã começava a se espalhar pela casa, trazendo aquele aconchego gostoso de rotina compartilhada. Vou até a cozinha e, ao entrar, a cena me faz sorrir sem nem perceber. Liz está de costas, já pronta pra sair, toda linda e arrumada. Dá pra ver o cuidado que ela teve com cada detalhe — o cabelo ondulado caindo pelas costas, a jaqueta de couro moldando sua silhueta, o cheirinho suave do perfume que eu tanto adoro. Ela está concentrada, provavelmente preparando alguma coisa pro café da manhã. Caminho devagar até ela, sorrateira como sempre, e a envolvo com os braços, puxando-a suavemente para um abraço por trás. Encosto meu rosto em seu pescoço e dou um beijo demorado ali, sentindo sua pele arrepiar. — Bom dia, minha ruivinha preferida — sussurro com carinho, aproveitando cada segundo do momento. Ela se mexe levemente nos meus braços, mas não resiste ao meu abraço. Sinto o sorriso dela mesmo sem vê-lo, e meu coração aquece com essa rotina tão nossa. — Bom dia, minha maluquinha — ela responde, com aquela voz doce e suave que me desmonta toda vez. Ainda abraçada à ruiva, ela vira um pouco o rosto na minha direção, com aquele jeitinho doce que sempre me desmonta. — Jô… pode fazer um favorzinho pra mim? Beijei de leve seu ombro e respondi com um sorriso, ainda com os braços envolvendo sua cintura: — Mas claro, minha ruiva. O que você quer? Ela soltou um leve riso e disse, com aquela voz manhosa que sabe que funciona comigo: — Você poderia ir até o meu quarto e pegar o meu celular? Esqueci na mesinha de cabeceira. Soltei um suspiro dramático só pra provocar e dei um beijo estalado em sua bochecha antes de soltá-la devagar. — Só porque é você, viu? Mas vou querer um beijinho de recompensa depois. Ela riu e balançou a cabeça, me dando um empurrãozinho leve. — Vai logo, maluquinha. Saí da cozinha sorrindo, como se aquele pequeno favor fosse o maior presente do dia. Porque, no fundo, tudo que me aproxima mais dela já vale a pena. Entro no quarto dela, que está do jeitinho que ela gosta — tudo no lugar, aquele cheiro familiar no ar. Vou direto até a mesinha de cabeceira e pego o celular, sentindo o peso da responsabilidade naquele pequeno aparelho. Quando ligo a tela, vejo uma mensagem não lida. Meu coração acelera, curiosa — poderia ser da tia Nicki ou da tia Júlia, as mães dela. Digito a senha com calma e abro o app de mensagens. Mas não era delas. Era do tal Anthony. “Bom dia, princesa Liz. Espero que esteja bem. Resolvi mandar mensagem para saber se você quer carona para ir para a faculdade.” O sangue ferveu instantaneamente. Que ousadia. Como assim ele tá chamando a minha ruiva de princesa? Que carona o quê? Quem esse engomadinho pensa que é? Fecho os olhos por um segundo, tentando controlar a raiva que sobe como fogo. Meus dedos coçam para responder algo, mas respiro fundo. Eu confio na Liz... mas isso não significa que vou deixar qualquer um se aproximar. Apago a mensagem, desligo a tela e saio do quarto com um suspiro tenso. Volto para a cozinha. Ela já está sentada tomando café, com o cabelo ondulado caindo perfeitamente nos ombros. E vejo que ela colocou meu lugar à mesa. Respiro fundo mais uma vez, deixando a raiva se dissolver ao ver aquele sorriso calmo dela. Caminho até a mesa, entrego o celular e me sento ao seu lado. — Aqui, ruiva — digo com naturalidade, tentando esconder qualquer sinal do que vi. Ela sorri, pega o celular e continua comendo, tranquila. E eu só penso em uma coisa: Se ele tentar de novo... vai descobrir o que acontece quando alguém mexe com o que é meu. Comecei a tomar meu café, tentando relaxar. As torradas que Liz preparou estavam perfeitas, crocantes na medida certa, e os ovos mexidos tinham aquele toque de queijo que só ela sabia fazer. Estava um clima leve entre nós, com trocas de olhares e sorrisos suaves. Mas, de repente, o celular da Liz começou a tocar. Quando vi o nome na tela, senti meu estômago revirar: Anthony. De novo. Fiz força pra não bufar alto. O que esse i****a quer agora? Tentei me manter firme, mas o incômodo era visível. E eu sabia disso. Liz pegou o celular e atendeu com naturalidade: — Alô… Ah, oi Anthony. Tá tudo bem sim… Mensagem? Não vi, acabei de pegar o celular, não cheguei a checar ainda… O que era? Droga. Droga. Droga. Meu coração bateu mais forte, e uma pontada de ciúmes queimou no peito. — Ah, carona? — ela repetiu, com um tom leve, meio surpresa. Meus olhos buscaram os dela na mesma hora. Minha expressão deve ter mudado — não consegui esconder — e ela percebeu. Me lançou um olhar rápido, como se dissesse calma, e então respondeu com firmeza: — Obrigada, mas não é necessário, Anthony. Vou junto com a Joice de moto. E sério, não precisa mesmo. Aquilo. Aquilo bastou. Meu peito se encheu com aquela resposta simples, direta. Ela me escolheu. E foi claro. Quando desligou, soltei um sorriso discreto e meio vitorioso. Levei mais uma garfada à boca e brinquei, só pra quebrar o gelo: — Ainda bem que você recusou… senão eu ia ter que te sequestrar antes da aula, ruivinha. Ela riu, balançando a cabeça. — Ah é? Ia me sequestrar? — Uhum — respondi, com uma carinha de safada. — Com capacete, jaqueta e tudo. Missão: proteger a ruiva de engomadinhos carentes. Dessa vez, ela riu de verdade. Aquele riso gostoso que me fazia esquecer o mundo. Estávamos bem de novo. Era só a gente. Mas aí... Vi quando Liz destravou o celular e entrou no aplicativo de mensagens. Ok, respira, Joice. Finge naturalidade. Ela começou a olhar na aba de mensagens recebidas. Franziu o cenho. — Ele disse que tinha mandado mensagem... mas não tem nada aqui — murmurou, mais pra si mesma. Puts. Tentei parecer calma, mas já me levantei devagar da mesa com o prato e a xícara na mão. Ela entrou na aba de mensagens lidas. Nada. E aí… a aba de mensagens apagadas. Droga. — Não acredito… Joice, sua pilantra, você apagou a mensagem dele! — ela disse em voz alta, virando-se pra mim com aquela cara entre indignada e incrédula. Me virei devagar da pia, com um sorriso sem-vergonha e o pano de prato na mão. — Eu? Imagina, ruiva... seria capaz de algo assim? Ela cruzou os braços, me encarando com uma sobrancelha arqueada. — Você literalmente apagou. Só você mexeu no meu celular hoje. Dei de ombros. — Tá… talvez eu só estivesse cuidando da minha ruivinha. Vai que ele te chama de princesa de novo… — Ciumenta. — ela disse, com uma risadinha. — Sou mesmo. E com muito orgulho. Ela me olhou por um momento… e ao invés de brigar, apenas sorriu, com aquele brilho nos olhos. — Da próxima vez, pede pra mim. Tá? Me aproximei dela com um sorriso leve e sussurrei: — Prometo… da próxima vez, eu só respondo dizendo que ela já tem dona. Ela riu, balançando a cabeça, e voltou a terminar o café. E, sinceramente, o dia podia começar assim todos os dias. Já tinha terminado de arrumar a louça quando olho para o relógio da cozinha e vejo que o tempo passou voando — já está mais do que na hora de irmos para a faculdade. — Ruivinha, bora que tá na hora! — avisei, enxugando as mãos no pano e indo em direção ao corredor. Cada uma seguiu para seu quarto. Entrei no meu e fui direto até a mesinha de cabeceira. Abri a gaveta e peguei a chave da moto. Antes de sair, ainda dei uma passada no espelho do banheiro: escovei os dentes, retoquei o batom vermelho e ajeitei um fio de cabelo rebelde que insistia em se destacar. — Pronto, agora sim — murmurei, fazendo uma pose rápida de “modelo de jaqueta de couro” no espelho antes de rir sozinha. Saí do quarto e encontrei Liz já na sala, linda, com a mochila arrumada e aquele ar de "estou pronta há horas", me esperando com um leve sorriso no rosto. — Demorou, hein, dona Joice? — Não é fácil ser linda assim todo dia, ruiva — respondi, piscando para ela. Fui até o armário da sala e peguei os dois capacetes. Entreguei o dela com cuidado e coloquei o meu debaixo do braço enquanto pegava minha mochila que estava sobre o sofá. — Vamos nessa, ruivinha? O vento tá esperando a gente. Ela riu, colocou o capacete com aquele charme natural que só ela tem, e caminhamos juntas até a porta. Saímos pela porta, e Liz fecha e tranca com cuidado enquanto eu vou até a garagem ao lado de casa. Coloco minha mochila no bagageiro da moto, ajusto o capacete e subo no banco. Ligo a moto, o motor ronca baixinho, e saio da garagem devagar. Já na frente de casa, espero por Liz. Ela aparece, sorrindo, sobe atrás de mim e envolve os braços firmes em volta da minha cintura. Sinto o calor do corpo dela junto ao meu, e um conforto gostoso toma conta. Dou uma última olhada no espelho, ajusto o capacete e acelero suavemente, começando nossa jornada rumo à faculdade, com o vento levando embora qualquer preocupação.
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