Em cerca de vinte minutos de viagem, chegamos à faculdade. De longe, já vejo as piranhas de plantão — aquelas mesmas que vivem dando em cima da Joice, como se ela estivesse disponível. Reviro os olhos, respirando fundo. Mas mantenho a pose. Joice estaciona a moto na vaga de sempre. Espero desligar o motor e, assim que o fizer, desço da moto com um movimento leve. Tiro o capacete devagar, como quem não está com um pingo de ciúmes — mas é claro que estou. Passo os dedos pelos meus cabelos para ajeitá-los, dando uma olhadinha ao redor. Sinto o olhar delas em cima de nós, e principalmente nela. Mas agora... ela está comigo. E eu faço questão de deixar isso claro, mesmo sem precisar dizer uma palavra. Espero por Joice enquanto ajeito a alça da mochila no ombro. Aproveito o reflexo no retrovi

