Luciana Eu giro e caminho em direção à pequena sala com paredes rosa, ciente de que ele está em meus calcanhares. Meu pé roça contra algo macio. Pego um ursinho de pelúcia e o jogo na área de brinquedo e, em seguida, me abaixo novamente para recuperar a boneca que ela estava brincando com antes. Lágrimas espremem dos cantos dos meus olhos, e as enxugo. Do que adianta chorar agora, quando o fato de Alicia não estar comigo não é culpa de ninguém, mas minha? Esfrego as costas da mão no nariz, depois coloco o brinquedo macio sob meu queixo. Ouço seus passos atrás de mim. O calor de seu corpo me envolve e um arrepio desce na minha espinha. Isso... bem aqui... é uma complicação. O que diabos eu estava pensando, permitindo que ele ficasse tão perto de mim? Por que diabos eu não sou capaz de me

