Luciana
As vibrações de sua voz parecem ricochetear no meu corpo e se estabelecer em meu núcleo. Ele está tão perto, eu posso sentir a
tensão irradiando dele. Mesmo sem olhar para ele, a força de seu domínio parece me prender no lugar. Thud thud-thud. Posso sentir o sangue latejando nos meus ouvidos. Eu não posso deixá-lo me dominar assim. eu não posso permitir que ele veja como estou atraída por ele.
Meu estômago embrulha e minha garganta aperta. Meu pulso taxa de booms em meus ouvidos com tanta força que o mundo parece
mudo, como se alguém tivesse abaixado o volume. Eu viro para repreendê-lo e imediatamente perco a voz porque ele está tão perto de mim. Eu levanto meu queixo e ele franze a testa para mim.
Eu limpo minha garganta. "Você está no meu espaço." Eu franzo a testa.
"Não, você está no meu."
Ele dá um passo mais perto, e eu me achata contra a barra do balcão. Não me diga, pelas dicas dos seus sapatos roçam meus saltos altos.
"Eu não tenho medo de você."
"Bom." Ele passa o olhar pelo meu rosto.
"Aquilo vai tornam nossas interações muito mais interessantes."
"Interações?" Eu ri.
"Eu não planejo ver você de novo."
"O sentimento é mútuo."
Ele passa por mim e pega os dois copos de grappa. O perfume masculino picante dele está em minhas narinas; Eu o arrasto para os meus pulmões e todo o meu corpo parece se iluminar. Minhas coxas apertam e meus dedos dos pés se curvam. Não não não. Esse tipo de reação visceral a um homem é exatamente o que tenho tentado evitar.
Ele estende um dos copos em forma de tulipa, e eu pego dele. Antes que ele levante seu próprio copo, eu já joguei o meu pra dentro. O álcool deixa um rastro de calor. Ele atinge meu estômago e uma bola de calor irradia do ponto de contato. Eu tusso enquanto meus olhos lacrimejam.
"Jesus, o que é isso? Removedor de tinta?"
Eu olho para cima através do meu cílios para encontrá-lo me observando com desdém.
"O que?" Eu gaguejo.
"Nunca vi uma mulher adulta agir como uma criança?"
Ele apenas engole sua bebiba- a ação é tão elegante quero me inclinar e seguir cada movimento dele, com minha língua - então a coloca sobre a mesa com um controle. O tipo que consegue ser autoritário e exigente. Inferno sangrento, como pode um homem transmitir tudo isso com um gesto tão pequeno?
Com o canto do olho, vejo o barman apressando-se para encher sua bebida. Max pega o copo de mim, e seus dedos roçam o meu. Uma corrente de eletricidade dispara do ponto de contato. Ah Merda. Não é bom, não é bom. Não quero ter esse tipo de reação a esse homem.
"Eu não vou dormir com você. Mesmo se você fosse o último homem na terra," eu deixo escapar.
Um toque de humor brilha nos seus olhos. "Veremos." ele se inclina a sua cabeça.
"Você é uma coisinha, não é?" Ele franze a testa, como se só agora notasse a minha falta de altura. Bem, eu tenho um metro e sessenta, o que é bastante, ou pelo menos era o que eu pensava até está diante deste homem.
"Você é um alfa malvado, não é?" Eu zombo.
Seu queixo cai, mas ele se recupera rapidamente .
"Isso não é uma palavra na língua inglesa", ele diz.
O seu tom poderia ter esfriado minha grappa se eu ainda estivesse segurando na minha mão, o que eu não estou. Mais é uma pena. Eu teria despejado sobre ele, apenas para a satisfação de pegá-lo de surpresa novamente.
"É agora", eu informo, "e, a propósito, posso ser pequena, mas eu sou forte."
"De alguma forma, não duvido disso."
Ele abaixa a cabeça até compartilhamos a respiração, então murmura: "Mas seja o que for que você está a oferecer, não estou interessado."
É a minha vez de ficar boquiaberta. "O que-?" Eu gaguejo.
"Eu não estou oferecendo nada. Não sei o que te faz pensar —"
Ele ri, o som é tão profundo que parece atingir todos os caminho até os dedos dos pés.
"i****a", eu rosno.
"Pare de rir de mim. Eu não sei quem você pensa que é, mas..."
"Eu tenho que admitir, sua resposta foi muito satisfatória." Ele sorri.
E caramba, isso não deveria ser tão quente. E eu não deveria ainda estar olhando para aquele lindo rosto dele. Mas
honestamente, embora eu só tenha ouvido falar de homens sendo referidos como anjos caídos antes, agora eu entendo de onde a frase vem. Se essa descrição se encaixa em alguém, com certeza é com o cara que está olhando para mim como se fosse a coisa mais superior que andar neste planeta.
"Só porque você me pegou de surpresa." eu cutuco meu dedo no peito.
"Eu quero que você saiba, normalmente, estou longe mais fria e mais controlada."
"Sem dúvida, é a minha presença que deixa você nervosa", ele fala arrastada.
"É a sua presença que me faz querer sair deste bar", eu retruco.
"Ninguém está proibindo você."
Ele levanta a mão em um gesto desdenhoso, muito parecido com o que usei com ele antes.
"Na verdade, vou te dar uma bebida para viagem."
Ele aponta o queixo para o barman. Pela segunda vez em alguns minutos, fico boquiaberta com ele.
"E eu pensei que os homens italianos eram tão encantadores."
"Apenas com o tipo certo de mulher", ele responde.
"O que eu não sou, quando se trata de você, graças a Deus."
Eu fingir enxugar minha testa. "Eu não estaria interessada em você mesmo se você fosse o último homem neste planeta."
Ele boceja. "Eu acredito que você já mencionou isso. Você acabou com sua birra infantil?"
Resisto à vontade de bater o pé; isso só iria confirmar sua observação misógina, e não vou validar sua percepção equivocada.
"Vou tomar uma cerveja", digo com uma voz casual.
"Eh?" Uma linha aparece entre suas sobrancelhas, estragando a extensão daquela testa linda.
"Uma cerveja." Eu apunhalo meu polegar sobre meu ombro.
"Diga a ele que eu quero uma cerveja para viagem."
"Em vez de grappa?"
Ele franze o nariz como eu de repente desenvolveu um mau cheiro. Não que eu não goste do sabor, mas tem um motivo
Estou pedindo cerveja.
“Na verdade, traga uma cerveja. você nos conhece ; nunca nos contentamos com nada menos." Ele me lança um olhar cheio de desgosto.
"Pronto, pronto, não pode ser tão r**m assim." Eu afago seu peito.
O calor do seu corpo instantaneamente encharca a sua camisa e passa na minha pele. Eu tremo. Dizer que o homem é rasgado é um eufemismo. Quero dizer, eu toquei paredes que eram menos firme. Ok, talvez um pouco exagerado da minha parte, ou não. Eu juro, o homem deve gastar todo o seu tempo livre trabalhando fora Ele olha para onde minha mão na frente da sua camisa.
"OPA, desculpe." Não. Eu abaixo minha mão para o meu lado.
"Seu cabelo ..."
Ele aponta para onde eu prendi meu cabelo minha cabeça. Metade dele se desfez e fios agora pendem sobre meu rosto. A maldição de ter cabelos grossos. não para mencionar, a umidade neste estabelecimento praticamente significa que meu cabelo está crespo e escapando de seu coque bagunçado.
"E o meu cabelo?" Eu franzo a testa.
"Já vi ninhos de pássaros mais arrumados."
"Que doces elogios. Continue assim, e terei certeza de que você tem uma queda por mim."
Ele sorri.
Eu olho furiosa para ele.
A pele ao redor dos seus olhos enruga. Então ele alcança mais e coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Gavinhas de
repugnância - tem que ser repugnância - estremece da onde seus dedos roçaram o lóbulo da minha orelha. Alguém limpa a garganta. É quando eu percebo Barbara está de pé ao nosso lado.
"Erm... olá, tudo bem?" ela finalmente pergunta.
Sua voz quebra o estado de fuga que pareço ter descido. Eu pisco. Max abaixa a mão ao seu lado no mesmo tempo.
"Luciana? Max? O que está acontecendo?" ela questiona.
"O que está acontecendo é que seu guarda-costas rabugento parece pensar que ele é o dono do lugar," eu retruco.
"Eu sou, na verdade."
Max me olha de cima a baixo. Ele parece observar meu vestido pela primeira vez e suas feições endurecem.
"Que p***a você está vestindo?" ele rosna.
"Com licença?" Abro e fecho a boca.
"A penas diga?"
"Você pode muito bem estar desfilando nua. Do jeito que você é."
"Que diabos?" Eu planto minhas mãos em meus quadris.
"Quem diabos você pensa que é, seu i****a?"
"Além disso, estamos saindo!"
"Você pode levá-la, eu não vou a lugar nenhum." eu me viro.
"Não vire as costas para mim", Max ordena.
"Farei o que quiser, quando quiser", atiro de volta.
Não consigo ver suas feições, mas aposto que ele está moendo os dentes tão duros que provavelmente partiu um molar. Eu o sinto se inclinar para frente, mas no canto do meu olho, percebo que Barbara puxa sua manga. Algo quente esfaqueia o meu peito. Droga, por que estou com ciúmes? Ela está apaixonada por outro homem. Ela está apenas tentando acalmar o Max. Além do mais, o que me importa quem o toca? Eu não. Eu não...
"Não", diz ela com uma voz suave. "Deixe-me lidar com isso."
Há silêncio por um segundo, então ele deve acenar, pois ela toca meu ombro.
"Luciana, acho que é hora de irmos embora" ela diz suavemente.
"Aww, estou apenas começando a me divertir." eu olho para ela de lado.
"Além disso, quem ele pensa que é para me ordenar em volta?"
"Os Sovranos podem ser um pouco opressores. Por que não saímos daqui e eu explico no caminho de casa?''
"Tudo bem."
Eu jogo meu cabelo, a maior parte do qual já escapou do coque bagunçado no topo da minha cabeça.
"Há uma coisa que eu tenho que fazer antes de sairmos." Eu mostro meus dentes.
"Oh?" Seu olhar fica preocupado.
Passo por ela para pegar o copo alto de plástico cheio de cerveja e jogo em Max.