O sol m*l tinha rompido o horizonte de concreto e fumaça do Rio de Janeiro quando eu abri os olhos. O despertador do celular nem precisou tocar; minha mente funciona numa rotação diferente, sempre no ódio, sempre em alerta. Olhei para o teto descascado do meu quarto no Morro da Pedreira e depois para os lados. Duas putas, uma loira oxigenada e uma morena com uma tatuagem ridícula nas costas, dormiam de pernas pro ar no meu colchão, babando no meu lençol caro. O cheiro de maconha misturado com o perfume barato delas e o suor da noite anterior estava me dando nojo logo cedo. Não tenho paciência para fofura nem para o pós-baile. Minha vida não tem espaço para drama de quenga. — Bora, c*****o! Levanta as duas e rala do meu teto agora. O expediente começou — gritei, desferindo um tapa estalad

