O relógio na parede do quarto marcava quase vinte e três horas. A Iris já tinha pegado no sono nos meus braços, respirando bem de leve, entregue ao cansaço e ao alívio de estar protegida. O quarto continuava um gelo por causa do ar-condicionado e o silêncio ali dentro era total. Foi quando o meu celular, que estava no modo vibrar em cima do criado-mudo, começou a andar pela madeira. Puxei o aparelho rápido para não acordar a loira. Olhei para a tela e o nome do Russo brilhava no visor. Atendi no mesmo segundo, colando o telefone no ouvido e mantendo a voz num sussurro de pista. — Fala, irmão. Qual é a fita? — Rato, o papo é o seguinte — a voz do Russo veio grave, sem rodeios. — O Carioca acabou de me acionar. Ele tá subindo o morro agora com os irmãos da cúpula do Comando para bater o m

