Depois de quase uma hora lá em cima, conversando, chorando e matando toda a saudade que estava acumulada no meu peito, chegou a hora de descer. Olhei para a Pietra, dei mais um beijo carinhoso na barriga dela, me despedindo daquela neném que eu já amava tanto, e fechei a porta do quarto com o coração muito mais leve do que quando entrei. Ajeitei a alça da minha mochila pesada nos ombros e comecei a descer as escadas de madeira devagar. Assim que pisei no primeiro andar, vi o Russo e o Rato sentados nos sofás da sala. Eles pararam a conversa no mesmo instante e olharam para mim. Caminhei na direção do Russo, sentindo uma gratidão imensa por aquele homem que, apesar da fama de durão e de comandar aquele lugar, tinha estendido a mão para a minha amiga quando ela mais precisou. — Russo, mui

