O silêncio no meu quarto estava total, só com o barulho fraquinho do ar-condicionado. A Iris continuava dormindo pesada, com o rosto colado no meu peito, quando o meu celular vibrou na cabeceira com o papo do Russo. Desliguei o rádio com o peito apertado pela fita da Pietra, mas respirei fundo para não trazer aquela neurose para dentro da cama. O movimento que eu fiz para guardar o aparelho acabou despertando a loira. Ela piscou os olhos azuis bem devagar, meio perdida no escuro, sentindo a minha respiração mais acelerada. — Rato...? — ela sussurrou, a voz sonolenta e arrastada. — O que houve? Aconteceu alguma? Virei o meu corpo de frente para ela, esquecendo completamente qualquer problema do mundo exterior naquele momento. Envolvi a cintura dela com o meu braço pesado e puxei o corpo

