29 - PIETRA

1852 Words

O raio de sol da manhã entrava pela janela de vidro do quarto 104, iluminando a mesa de cabeceira onde eu terminava de tomar o café da manhã que o hospital tinha servido. Dei o último gole no suco de maracujá, empurrando a bandeja de metal para o lado com cuidado. Pela primeira vez em meses, meu corpo não doía tanto; a medicação para as costelas estava fazendo efeito e a sensação de segurança que o Russo tinha deixado naquele quarto ainda flutuava no ar. Olhei para o celular novo em cima do lençol azul e um sorriso fraco apareceu no meu rosto. Eu me sentia protegida. Sentia que o pior já tinha passado. De repente, a porta de ferro deu um clique suave e se abriu. Era a enfermeira do plantão da manhã, uma mulher de meia-idade chamada Sandra, que entrou empurrando o carrinho de medicamentos,

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