O relógio digital na cabeceira marcava exatamente uma hora da manhã quando o silêncio da casa foi quebrado. Acordei num solavanco só, com o coração batendo na boca, ouvindo os gritos abafados e desesperados da Pietra vindo do fim do corredor. Pulei da cama num reflexo de pista. Nem pensei em botar roupa, saí voando só de bermuda mesmo, cruzei o corredor escuro num piscar de olhos e empurrei a porta do quarto de hóspedes com tudo, batendo a mão no interruptor e acendendo a luz. A cena que eu vi ali fez o meu estômago dar um nó bizarro. A Pietra estava encolhida de lado, chorando copiosamente, com as mãos apertando a barriga. No que eu dei dois passos rápidos e puxei o lençol para ver o que estava acontecendo, o meu sangue simplesmente congelou. Havia uma mancha vermelha de sangue na cama,

