14 - BRENO

2279 Words

O gosto de ferro e de podridão na minha boca era o puro gosto da humilhação. Aquele desgraçado do Russo tinha me quebrado no soco de novo, mas dessa vez o p*u quebrou feio, o m******e foi sinistro. Minha cara estava deformada, rasgada, o nariz parecia uma batata podre sangrando sem parar e o meu olho esquerdo estava tão inchado que eu m*l conseguia enxergar o caminho da minha própria casa. Me arrastar por aquelas vielas com os menores da contenção me olhando daquele jeito, com pena e com deboche, foi a pior tortura da minha vida. Eu, o chefe da barreira, jogado na lama do corredor feito um saco de lixo por causa de uma p**a. Aquele arrombado me arrastou pelo colarinho, me humilhou na frente de todo mundo. O ódio que estava queimando no meu peito não era desse mundo; era um ódio doentio, um

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