Depois que vi a loirinha sumir por aquelas portas de vidro do hospital, voltei pro morro com a cabeça nas nuvens, mas o plantão da boca não para. Tive que resolver umas broncas de carga, alinhar os moleques da barreira e dar um confere nos acessos. Mesmo na correria, aquela guria não saía da minha mente. Quando deu umas duas horas da tarde, a ansiedade bateu forte. Puxei o radinho do bolso e mandei uma mensagem simples: "E aí, loirinha. Tranquilidade? Como tá o plantão aí?" Demorou uns minutos, mas ela respondeu. Disse que estava na correria, que o hospital particular estava lotado e emendou logo um aviso: "Se eu demorar a responder agora, Rato, é porque estou com paciente na UTI, tá? Mas está tudo bem por aqui!". Dei um sorriso de canto e deixei ela trampar em paz. No final da ta

