Eu saí daquela salinha de ferro com o capeta cravado no meu corpo. Meu rosto ardia, queimava, latejava de um jeito que me dava vontade de estraçalhar o primeiro que passasse na minha frente. Aquele desgraçado do Russo... mais de um metro e noventa de pura arrogância. Só porque ele é o dono da p***a do morro, acha que pode meter a mão na minha cara na frente do Rato e do China? Me suspender pelo pescoço feito um bosta? Pisei na viela de volta para a barreira e os moleques novos me olharam de r**o de olho. Eu vi o deboche na cara daqueles vermes. Eles sabiam. No crime, a notícia voa mais rápido que bala. Minha vontade era descarregar o bico do fuzil no peito de cada um ali, mas eu tive que engolir o ódio a seco para não assinar minha sentença de morte antes da hora. — Tá olhando o quê, c**

