Capítulo 12

1444 Words
Enquanto aguardávamos a chegada de Ryan, Carme sorriu ao me ouvir apresentar Ian como o pai de Ryan. — Carme esse aqui é o Ian, o pai biológico do Ryan.— digo e ela olha para Ian e comenta. — Ah, então você é o pai do pequeno Ryan! Vocês dois realmente se parecem muito.— Ela fala surpresa e Ian agradeceu e trocaram algumas palavras animadas sobre o garoto. — Sim sou eu — Porque você só está aparecendo agora?— Carme pergunta olhando intensamente para Ian — Porque não esperamos o Ryan chegar e conversarmos sobre isso? — eu entro no meio da conversa por vê que Ian estava um pouco desconfortável. — Tudo bem— Carme fala e Ian me agradece com o olhar. Ryan Ao chegar em casa carregando as sacolas que a dona Carme pediu pra eu ir comprar por o Tae não está em casa, me deparei com um casal sentado ao lado dela. Inicialmente, pensei que poderiam ser amigos dela, mas ao observar o homem direito uma confusão se instalou em mim. Não podia ser quem eu estou pensando podia? — Tia, quem são eles? — perguntei, tentando disfarçar minha surpresa e curiosidade Ela sorriu e respondeu: — Ryan, esse é Ian, seu pai, e essa é a Victoria, eles estavam esperando por você.— Ela termina de falar e eu fixo meu olhar no homem ao lado dela, eu estava perplexo. — Pai?— repeti em voz baixa, enquanto minha mente tentava processar a informação. A semelhança entre nós era notável, e um misto de emoções surgia, desde a confusão inicial até a curiosidade e descobri porque só agora ele está aqui. Com as sacolas ainda nas mãos, eu encarei Ian, meu suposto pai, tentando assimilar essa revelação. — Você é meu pai? — perguntei, com uma mistura de incredulidade e curiosidade na voz, queria confirmar pela boca desse homem de que a dona Carme está falando a verdade, porque o Tae não está quando eu preciso dele. Ian sorriu gentilmente, assentindo. — Sim, sou eu, Ryan. Estamos ansiosos para te conhecê-lo melhor.— Ele fala me olhando.— Acho que precisamos conversar bastante não é.— ele diz e eu ainda tentava processar a ideia de ter um pai que nunca havia conhecido. dona Carme percebendo minha hesitação, colocou a mão no meu ombro. — Ryan, estamos aqui para você. Ian quer fazer parte da sua vida. Da uma chance para ele e conversem, escute o que ele tem para te dizer. Eu larguei as sacolas, ainda processando a ideia de ter um pai que nunca fizera parte da minha vida. Ian e Victoria olhavam-me com uma expectativa calorosa, mas eu me sentia dividido entre a curiosidade e a insegurança. — Então, como isso aconteceu? — perguntei, tentando entender a história — Porque só agora? Ian desvendou sua chegada repentina em minha vida, revelando que só agora se faz presente porque recentemente descobriu que é meu pai. Suas palavras ecoaram em meus ouvidos, e eu me vi navegando por um oceano de emoções, onde a surpresa se misturava à necessidade de assimilar essa revelação tardia. As peças desse quebra-cabeça familiar começavam a se encaixar, e eu me via diante de uma encruzilhada, ponderando sobre como essa nova revelação moldaria o futuro dos nossos laços sanguíneos. A conversa continuou, e aos poucos, o ambiente foi se tornando mais acolhedor. Ian e Victoria estavam abertos a responder minhas perguntas, e eu estava agradecendo muito. — Como você nunca soube da minha existência? — perguntei, buscando compreender as razões por trás desse afastamento. Ian, visivelmente desconfortável, explicou sobre o relacionamento casual que tivera com minha mãe há dez anos atrás, admitindo a perda de contato após esse período. O silêncio pairou por um momento, e eu me senti envolto pela complexidade das emoções. A frustração e a tristeza surgiram, mas também a necessidade de compreender a história completa. — Como isso aconteceu? Por que vocês perderam contato? — indaguei, buscando entender as razões por trás do distanciamento entre meu pai, minha mãe e eu. Ian suspirou, compartilhando detalhes sobre as circunstâncias que levaram à separação deles e à perda de contato. A história era mais complicada do que eu imaginava, com escolhas e circunstâncias que moldaram o caminho deles de maneiras inesperadas. Enquanto ouvia, eu tentava processar a verdade e decidir como lidar com essa nova informação, navegando pelas emoções complexas que essa revelação trouxera à tona. — Eu nunca soube da sua existência, e isso é algo que lamento profundamente. As circunstâncias na época foram muito difíceis, como já te contei, mas agora estou aqui para conhecer você e você me conhecer também — Ian disse, com sinceridade em seu olhar. Minha mente estava repleta de perguntas e sentimentos conflitantes. Por um lado, havia a mágoa pelo tempo perdido, e por outro, a oportunidade de construir algo novo. Eu ponderava sobre como seguir em frente diante dessa revelação surpreendente, consciente de que o caminho à frente seria marcado por desafios e descobertas. Agora eu vou poder morar com você?— Pergunto para meu pai e ele fica sem saber o que responder mais uma vez e eu fico achando isso estanho e antes mesmo que ele responda a tal Victoria fala primeiro. — Claro, Ryan. Você é bem-vindo a morar conosco. Se quiser, pode até começar a sua mudança hoje. Estamos ansiosos para ter você por perto.— ela fala com um sorriso no rosto e Ian fica um pouco desconfortável. As palavras dela eram permeadas de calor e aceitação, e eu me vi confrontado com a perspectiva de uma mudança significativa em minha vida. A decisão estava nas minhas mãos, e a sala se encheu de uma mistura de expectativa e incerteza enquanto eu ponderava sobre essa nova fase de vida que estava diante de mim. Eu encarei Ian, procurando por sinais em seu rosto, tentando entender a complexidade da situação. A oferta de Victoria era tentadora, e eu ponderava sobre as implicações dessa decisão e foi por saber que não poderia ficar aqui na casa da tia Carme que eu aceitei. — Eu... Eu acho que sim. Quero dizer, se estiver tudo bem para você. — disse, buscando aprovação no olhar de Ian. — Claro, Ryan. Será maravilhoso ter você morando conosco.— Ele fala com um pequeno sorriso A decisão estava tomada, e a sala foi preenchida com um sentimento misto de nervosismo e expectativa. — Eu vou pegar minhas coisas.— Falo subindo para o meu quarto e pensando sobre as reações de Ian, porque ele não respondeu rapidamente que eu podia ou não ficar com ele? Será se ele me quer em sua vida? Com certeza ele deve está bem melhor sem mim.— Falo triste queria perguntar mais tenho medo de confirmar minhas suspeitas. Termino de pegar minhas coisas que não são muitas e saiu do quarto onde eu estava e desço para a sala onde vejo eles me esperando. — Tchau tia Carme, obrigado por ter me deixado ficar aqui, diga para o Tae que eu volto depois para me despedir dele — Tá certo meu filho pode deixar, venha sempre que quiser, saiba que você sempre será bem vindo aqui — Eu sei disso.— Nos despedimos com um abraço e depois sigo o casal para fora de casa, entramos em um carro e Victoria começa a dirigir e quando já tinha alguns minutinho andando eu pergunto. — Tem certeza que eu não vou atrapalhar vocês? — falo um pouco baixo e olhando para baixo — Porque está perguntando isso Ryan?— Ian que estava sentado ao meu lado me pergunta — Porque você não pareceu gostar quando eu perguntei sobre morar com você. — Não é isso garoto, é claro que eu quero morar com você, quero que nós dois possa construir um vínculo de pai e filho, e recompensar esse tempo perdido, eu só não estou em uma situação muito boa, por isso fiquei um pouco temeroso, pois quero te dá do bom e do melhor. — Eu não ligo pra isso, eu vivia uma vida simples com a tia Yume, nos dois juntos passamos por muita coisa juntos, eu sinto saudades dela — falo sentindo minha vista ficar turva por causa das lágrimas — Eu sinto muito pelo o que aconteceu com ela, se precisar de algum ombro amigo saiba que eu estou aqui.— Ele fala e me puxa para um abraço de lado, foi uma sensação muito boa, me deu tranquilidade e a sensação de proteção, talvez não seja tão r**m eu ter encontrado o meu pai e ele me querer em sua vida.
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