Oito

1026 Words
Senju Takara pov - Para quieto. — Falo penteando os cabelos de Shisui que fez bico emburrado. - Você está muito chata, okaasan. (mãe) - Só quero que vá para a academia e que estude direito. - Eu queria esperar o papai acordar. — Resmungou e o abracei forte beijando seu rosto. — Está me esmagando, okaasan. - Assim que for para casa, ele estará lá te esperando. - Mesmo? Promete? — Sorriu abertamente me fazendo dar uma risadinha. - E alguma vez eu já te decepcionei? — Questiono e ele abaixou a cabeça fazendo bico novamente. - Quando otousan tenta se aproximar e você se afasta. — Ergo os dedos tocando a testa dele. — Okaasan, não se afasta! - Você vai entender um dia. Não é tão fácil. - Por que?! - Porque... Porque... Aqui ainda dói. — Coloco a mão sob meu peito me referindo ao meu coração. — Ele me machucou aqui e mesmo depois de anos ainda dói. - Então... Deixa ele curar, igual você me curou quando nasci! — Pego a p******o de Konoha amarrando na testa dele. — Por favor, okaasan! - Eu vou pensar nisso bebê, agora vá. Itachi deve estar lhe esperando. — Meu filho sorriu descendo da mesa e correu para fora do meu escritório. Soltei um suspiro e me sentei soltando uma ou duas lágrimas que sequei rapidamente, a porta foi aberta e ergui o olhar encontrando Butsuma. O que ele quer agora? - Precisa de algo? - Itama não morreu porque eu o enviei para a guerra, ele morreu porque Uchihas o cercaram e cheguei tarde demais, eu não matei meu próprio filho. — Fecho os olhos por alguns segundos e seguro meu colar voltando a olhar meu progenitor. - Matou no momento que enviou meus irmãos a guerra. - Era o maior orgulho de nosso clã. Não tive outra escolha! - Teve várias. Saía de minha sala, não quero falar sobre isso. — Falo me ajeitando na cadeira e peguei a ficha de Sakura, uma bebê órfã. - Se eu não dizer agora, pode ser tarde demais. - Já chega. Deveria ter pensado nisso antes. Por favor, saía. — Peço sem olha-lo e ouvi a porta sendo aberta e fechada em seguida enquanto seu chakra sumia. Soltei o ar colocando as mãos na boca e minha vista embaçou por conta das lágrimas mas não chorei. Apenas respirei fundo e voltei minha atenção a Sakura. Eu não posso chorar, eu prometi não chorar mais por ele. Voltando para Sakura, seus pais morreram em uma missão a deixando sob os cuidados de sua avó paterna, saudável, sem problema algum e o parto foi realizado por... Viro a página e estava em branco, ou seja, ela não nasceu na aldeia. Estranho... Haruno Sakura, hm? Acho melhor observar ela por um tempo. - Com licença, Takara-hime. — Olho para a enfermeira responsável por Madara. — Madara-sama acordou e está chamando pela senhora. - Ótimo. — Sorrio aliviada e caminhei para fora do escritório junto da mulher que seguiu para outro lugar enquanto eu ia até o quarto que o Uchiha se encontra. Abri a porta o vendo sentado na cama enquanto comia e dei um sorriso chamando sua atenção o que me fez corar, me aproximei da cama tocando a testa dele que também corou. - Como se sente? — Questiono o observando - Bem. Qual era o problema? - Não sei bem, Sasori-san está investigando e por agora não temos respostas. — Me afasto um pouco pegando a ficha dele. — Está sentindo alguma dor? Algum incômodo na cicatriz? - Não. Parei de sentir o gosto de sangue também. — Anoto detalhadamente a situação dele e senti seus dedos fazerem carinho em minha bochechas do lado direito do corpo. — Arigatō, Taka, por me livrar desse problema, de novo. - Sou sua médica, você querendo ou não. — Sorrio e me aproximei dele pegando o pedaço de maçã levando até a boca dele que mordeu. — Eu... Acho melhor não deixar vocês sozinhos por esse tempo da sua recuperação. Posso ver alguém para ficar na sua casa. - A proposta ainda está de pé. — Sorri e desvio o olhar para a bandeja de comida. — E eu não quero alguém de babá, posso me cuidar e cuidar de Shisui. - É sua última chance... Se partir meu coração novamente, eu mesma o mato... Ao menos terei meu filho por perto. — Falo aproximando nossos rostos e beijei sua bochecha. — E ele ficará livre da maldição do clã Uchiha. - Não posso descordar, sei que não faria nada de errado com nosso filho. - Nosso... — Me sento em uma cadeira e toco meu queixo. — Eu estava pensando e talvez tenha sido aquela velha de Sunagakure... Talvez eles tenham tentado te m***r para diminuir a força de Konoha. - Ou para chegar até você. Em uma luta justa você estaria protegida e eu com Hashirama lutariamos por sua p******o. — Jogo a cabeça para trás olhando o teto branco e meu corpo relaxou. — Qual o problema? - Eu sempre disse para não confiarmos em Suna... Eles sempre buscaram uma forma de nos eliminar. — Esfrego meus olhos e abraço meu corpo. — Butsuma veio falar comigo, sobre Itama mas eu não quis ouvir. - É hoje? - Sim. – Sorrio minimamente e olho para ele que abaixou a cabeça. - Sinto muito.... — Me sento arrumando minha postura. — Éramos crianças, não deveríamos ter participado daquilo. - A culpa é dos nossos pais, como líderes eles nunca deviam ter feito isso. — Ergo a mão tocando a bochecha de Madara que me olhou. — Então se troque, prometi ao Shisui que estaria em casa quando ele chegar. - Antes de eu ir para casa, podemos ir ao cemitério? — Me levanto e prendo meus fios em um r**o de cavalo. - Claro, estarei na minha sala, quando terminar de assinar os papéis pode ir me encontrar. — Olho o relógio no meu pulso. — Tenho horário livre. - Obrigado novamente. — Ele sorri ficando corado e soltei uma risada. - Conte sempre comigo.
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