Senju Takara pov
- Para quieto. — Falo penteando os cabelos de Shisui que fez bico emburrado.
- Você está muito chata, okaasan. (mãe)
- Só quero que vá para a academia e que estude direito.
- Eu queria esperar o papai acordar. — Resmungou e o abracei forte beijando seu rosto. — Está me esmagando, okaasan.
- Assim que for para casa, ele estará lá te esperando.
- Mesmo? Promete? — Sorriu abertamente me fazendo dar uma risadinha.
- E alguma vez eu já te decepcionei? — Questiono e ele abaixou a cabeça fazendo bico novamente.
- Quando otousan tenta se aproximar e você se afasta. — Ergo os dedos tocando a testa dele. — Okaasan, não se afasta!
- Você vai entender um dia. Não é tão fácil.
- Por que?!
- Porque... Porque... Aqui ainda dói. — Coloco a mão sob meu peito me referindo ao meu coração. — Ele me machucou aqui e mesmo depois de anos ainda dói.
- Então... Deixa ele curar, igual você me curou quando nasci! — Pego a p******o de Konoha amarrando na testa dele. — Por favor, okaasan!
- Eu vou pensar nisso bebê, agora vá. Itachi deve estar lhe esperando. — Meu filho sorriu descendo da mesa e correu para fora do meu escritório.
Soltei um suspiro e me sentei soltando uma ou duas lágrimas que sequei rapidamente, a porta foi aberta e ergui o olhar encontrando Butsuma. O que ele quer agora?
- Precisa de algo?
- Itama não morreu porque eu o enviei para a guerra, ele morreu porque Uchihas o cercaram e cheguei tarde demais, eu não matei meu próprio filho. — Fecho os olhos por alguns segundos e seguro meu colar voltando a olhar meu progenitor.
- Matou no momento que enviou meus irmãos a guerra.
- Era o maior orgulho de nosso clã. Não tive outra escolha!
- Teve várias. Saía de minha sala, não quero falar sobre isso. — Falo me ajeitando na cadeira e peguei a ficha de Sakura, uma bebê órfã.
- Se eu não dizer agora, pode ser tarde demais.
- Já chega. Deveria ter pensado nisso antes. Por favor, saía. — Peço sem olha-lo e ouvi a porta sendo aberta e fechada em seguida enquanto seu chakra sumia.
Soltei o ar colocando as mãos na boca e minha vista embaçou por conta das lágrimas mas não chorei. Apenas respirei fundo e voltei minha atenção a Sakura. Eu não posso chorar, eu prometi não chorar mais por ele.
Voltando para Sakura, seus pais morreram em uma missão a deixando sob os cuidados de sua avó paterna, saudável, sem problema algum e o parto foi realizado por... Viro a página e estava em branco, ou seja, ela não nasceu na aldeia.
Estranho... Haruno Sakura, hm? Acho melhor observar ela por um tempo.
- Com licença, Takara-hime. — Olho para a enfermeira responsável por Madara. — Madara-sama acordou e está chamando pela senhora.
- Ótimo. — Sorrio aliviada e caminhei para fora do escritório junto da mulher que seguiu para outro lugar enquanto eu ia até o quarto que o Uchiha se encontra.
Abri a porta o vendo sentado na cama enquanto comia e dei um sorriso chamando sua atenção o que me fez corar, me aproximei da cama tocando a testa dele que também corou.
- Como se sente? — Questiono o observando
- Bem. Qual era o problema?
- Não sei bem, Sasori-san está investigando e por agora não temos respostas. — Me afasto um pouco pegando a ficha dele. — Está sentindo alguma dor? Algum incômodo na cicatriz?
- Não. Parei de sentir o gosto de sangue também. — Anoto detalhadamente a situação dele e senti seus dedos fazerem carinho em minha bochechas do lado direito do corpo. — Arigatō, Taka, por me livrar desse problema, de novo.
- Sou sua médica, você querendo ou não. — Sorrio e me aproximei dele pegando o pedaço de maçã levando até a boca dele que mordeu. — Eu... Acho melhor não deixar vocês sozinhos por esse tempo da sua recuperação. Posso ver alguém para ficar na sua casa.
- A proposta ainda está de pé. — Sorri e desvio o olhar para a bandeja de comida. — E eu não quero alguém de babá, posso me cuidar e cuidar de Shisui.
- É sua última chance... Se partir meu coração novamente, eu mesma o mato... Ao menos terei meu filho por perto. — Falo aproximando nossos rostos e beijei sua bochecha. — E ele ficará livre da maldição do clã Uchiha.
- Não posso descordar, sei que não faria nada de errado com nosso filho.
- Nosso... — Me sento em uma cadeira e toco meu queixo. — Eu estava pensando e talvez tenha sido aquela velha de Sunagakure... Talvez eles tenham tentado te m***r para diminuir a força de Konoha.
- Ou para chegar até você. Em uma luta justa você estaria protegida e eu com Hashirama lutariamos por sua p******o. — Jogo a cabeça para trás olhando o teto branco e meu corpo relaxou. — Qual o problema?
- Eu sempre disse para não confiarmos em Suna... Eles sempre buscaram uma forma de nos eliminar. — Esfrego meus olhos e abraço meu corpo. — Butsuma veio falar comigo, sobre Itama mas eu não quis ouvir.
- É hoje?
- Sim. – Sorrio minimamente e olho para ele que abaixou a cabeça.
- Sinto muito.... — Me sento arrumando minha postura. — Éramos crianças, não deveríamos ter participado daquilo.
- A culpa é dos nossos pais, como líderes eles nunca deviam ter feito isso. — Ergo a mão tocando a bochecha de Madara que me olhou. — Então se troque, prometi ao Shisui que estaria em casa quando ele chegar.
- Antes de eu ir para casa, podemos ir ao cemitério? — Me levanto e prendo meus fios em um r**o de cavalo.
- Claro, estarei na minha sala, quando terminar de assinar os papéis pode ir me encontrar. — Olho o relógio no meu pulso. — Tenho horário livre.
- Obrigado novamente. — Ele sorri ficando corado e soltei uma risada.
- Conte sempre comigo.