As duas garotas que desistiram da viagem pareciam mais pálidas a cada palavra do homem. Uma delas, com os olhos cheios de lágrimas, mexia a mão nervosamente no cabelo enquanto falava, quase como se procurasse coragem para expressar sua decisão. "Eu... não posso fazer isso", ela disse, a voz tremendo. "Eu não posso fazer algo ilegal. Eu... não vou arriscar." A outra garota, visivelmente angustiada, concordou com um aceno de cabeça. "Eu também. Prefiro ficar aqui e fazer as coisas do jeito certo. Não vale a pena arriscar a minha liberdade." As palavras delas ficaram no ar, pesadas e carregadas de uma sensação de alívio misturado com medo. Aquelas garotas estavam tomando uma decisão que parecia, para muitas ali, insensata, mas talvez fosse a única maneira de permanecerem com a consciência

