Victor reprimiu uma careta quando Jack se afastou, deixando-o sozinho na sala de obras de arte. O pirata o tratava como um i****a, como se fosse sua primeira vez na Ilha da Perdição. Mas Victor conhecia aquele lugar muito bem. Ele vinha pessoalmente pelo menos três vezes ao ano para garantir que ninguém levasse as melhores mercadorias antes dele. Ainda assim, fingia surpresa e humildade todas as vezes, pois sabia que piratas eram fáceis de ofender. E Victor não estava ali para arrumar confusão—ele estava ali para conseguir exatamente o que queria. Ele caminhou lentamente pelo cômodo, observando as obras que seriam leiloadas. O local era amplo, iluminado apenas por lampiões a óleo e velas, o que dava às pinturas uma aparência quase fantasmagórica. As molduras douradas reluziam sob a luz b

