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O vento cortava o convés do Sereia Sangrenta, trazendo consigo o cheiro salgado do mar misturado à tensão que se espalhava entre a tripulação. Renato estava firme na cabine de controle, seu olhar afiado fixo no navio que avançava rapidamente pelo flanco lateral. Ele já havia tentado contato pelo rádio, mas o silêncio como resposta confirmava suas suspeitas: aqueles homens não vinham em missão pacífica. Renato cerrou os punhos, a mandíbula travada enquanto cada segundo se arrastava como uma lâmina contra sua paciência. Se eles queriam brincar com fogo, que assim fosse. “Deem um tiro de aviso.” A ordem soou firme, sem hesitação. No instante seguinte, o estrondo do canhão reverberou pelo Sereia Sangrenta, e uma bola de ferro rugiu pelos ares, cortando as águas turbulentas até explodir a p

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