O convés do Sereia Sangrenta era um cenário de destruição e morte. O cheiro metálico de sangue misturava-se ao sal do mar, e os corpos dos inimigos caíam um a um na água escura, atraindo os predadores famintos. Os tubarões não tardaram a se aproximar, deslizando entre os destroços das lanchas destruídas, suas barbatanas cortando a superfície como lâminas letais. Os homens de Renato estavam intactos, sem um único arranhão, e o navio não havia sofrido qualquer dano. O Sereia Sangrenta mais uma vez provava ser uma fortaleza flutuante, uma máquina de guerra imbatível. Mas não havia tempo para comemorações. Renato limpou o suor da testa com a manga da camisa e passou os olhos pelo horizonte. Seu peito ainda subia e descia pesadamente, os resquícios de adrenalina pulsando em suas veias. Então,

