Os dias passaram como uma miragem entre a realidade e o devaneio. Três dias se foram, e Renato e Nicole estavam inseparáveis. Quando não estavam na cabine, entregues um ao outro em uma fome insaciável, passavam o tempo explorando novas formas de aprendizado e prazer. Nicole já possuía uma base sólida de inglês, resultado do curso primoroso que Renato havia comprado para ela, e, com a prática diária, sua pronúncia se tornava mais fluida, suas frases mais complexas. Ele, por sua vez, mergulhava no português com a mesma determinação que usava no leme do Sereia Sangrenta. Sentado na cama, com o peito nu e notbook aberto diante de si, ele franzia a testa ao tentar repetir as palavras que Nicole lhe ensinava. Seu sotaque carregado e a maneira como ele insistia em pronunciar os sons com exagero

