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O navio cortava as águas agitadas, mas algo sutil havia mudado. Renato se encontrava ainda na cabine do capitão, as mãos firmes sobre a madeira polida da mesa de navegação. Seu olhar se voltava para o horizonte, onde os últimos raios do sol tentavam romper as nuvens espessas. O mar estava se acalmando. Era quase como se estivesse satisfeito com a oferenda jogada nele, como se aceitasse a vida que havia sido entregue às suas águas revoltas. Por um momento, um silêncio inquietante pairou no ar. Mas Renato não relaxou. Pelo contrário. Seu peito se inflava com algo sombrio, c***l. Seus olhos verdes, normalmente gélidos e impassíveis, carregavam agora um brilho sanguinário. A violência queimava dentro dele como brasas vivas. A tensão ainda não havia sido dissipada. Renato inclinou-se

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