Renato subiu rapidamente até a cabine de comando, onde o capitão já estava completamente alerta, os olhos fixos nos monitores e no mar à frente. O Sereia Sangrenta avançava a toda velocidade, seus motores rugindo contra as ondas enquanto tentavam se distanciar dos dois navios que se aproximavam. Ainda assim, os perseguidores eram rápidos, velozes o suficiente para manter a caçada. "Tentamos contato pelo rádio, senhor," disse o capitão, a voz grave carregada de tensão. "Mas só recebemos silêncio. Nenhuma resposta, nenhum sinal. Isso só pode significar uma coisa: a intenção deles não é amigável." Renato cerrou a mandíbula, o olhar endurecido. Já esperava por isso. Aqueles navios não estavam ali para negociar ou para realizar uma inspeção. Eles estavam à caça. Pegando um binóculo de uma da

