Cada segundo que passava dentro daquela cabine apenas fazia a fúria de Nicole crescer ainda mais. Ela andava de um lado para o outro, os pés descalços tocando a madeira fria do chão, as mãos cerradas em punhos, sentindo a raiva fervendo dentro de si como lava prestes a explodir. Renato a havia dispensado de forma rude, como se ela fosse uma criança que precisava ser enviada para o quarto enquanto os adultos lidavam com os assuntos sérios. A cena passava em sua mente repetidamente, como um filme em eterno replay, e cada vez que ela se lembrava das palavras frias dele, seu peito se apertava mais. Nunca em sua vida ela havia lamentado tanto o fato de não falar inglês fluentemente. Se soubesse, teria dito a Renato exatamente o que pensava, teria despejado toda a sua fúria em palavras afiadas

