Nicole e Bárbara seguiram pelo corredor estreito do navio, seus passos ecoando levemente contra a madeira desgastada. A cabine de Renato ficava logo ao lado, e cada passo que davam aumentava a tensão no ar. Bárbara mantinha-se ligeiramente atrás de Nicole, usando-a como um escudo, a cabeça baixa, como se quisesse se tornar invisível. Nicole sentia um nó apertar seu estômago, e só naquele momento se deu conta do que aquilo realmente significava. Renato não era um homem comum com quem ela estava flertando. Não era apenas um chefe severo ou um capitão rígido. Ele a tinha arrematado em um leilão de tráfico humano. Literalmente pago por ela. E agora a estava transportando para Nova York em troca de seu trabalho. Sua liberdade era uma ilusão frágil, e perceber isso de forma tão crua a fez estre

