Renato observou Bárbara correr para dentro do navio, os passos apressados denunciando o caos que fervia dentro dela. Um sorriso cínico nasceu em seus lábios. Ela não tivera coragem. Ele já esperava por isso. Conhecia bem o tipo de mulher que ela era. Bárbara estava acostumada a puxar o tapete de Nicole por debaixo dos panos, a envenenar tudo ao seu redor com palavras disfarçadas de preocupação, a se colocar como vítima enquanto preparava o golpe. Mas assassinato? Isso era um patamar completamente diferente. Não que ele fosse permitir que ela empurrasse Nicole ao mar. Isso nunca aconteceria. Bárbara poderia ser dissimulada, poderia até ser perigosa de certa forma, mas ainda não tinha o estômago necessário para esse tipo de maldade. Pelo menos, não ainda. Mas Renato sabia que essa hesitaç

