Nicole sentiu o peso do silêncio ao seu redor, como se o próprio ar estivesse denso e carregado de desespero. Seu corpo ainda estava molhado, os músculos tremiam pelo frio e pelo choque. Por um momento, pensou estar sozinha na escuridão. Seu peito subia e descia rapidamente, a respiração curta e descompassada. Então, uma voz conhecida quebrou o silêncio. “Nicole... você está viva.” Ela congelou. Seus olhos arregalaram-se, buscando através da escuridão a origem daquela voz. Podia jurar que era um delírio, um truque de sua mente atormentada. Mas, conforme sua visão se acostumava ao ambiente escuro e úmido, ela pôde ver. Bárbara. E não apenas ela. As outras garotas também estavam ali, encolhidas nos cantos da cela, seus rostos pálidos e olhares sombrios fixos em Nicole. Todas a olha

