Assim que a porta do elevador se fechou, o som metálico ecoando pelo hall, Marina virou-se para o filho e, sem hesitar, desferiu um tapa firme em seu braço. "Você foi extremamente desagradável, Renato. Fez a pobrezinha se sentir mal." Renato sentiu as palavras da mãe como um segundo golpe, mais doloroso que o primeiro. Ele não precisou de muito para saber que Marina estava certa. Seu comportamento tinha sido ridículo. Qual era o seu problema? Ele nunca fora um homem de vacilos. Suas regras sempre foram muito claras para si mesmo: nunca apresentar mulher alguma para sua mãe ou seu avô. Esse limite era crucial porque significava não permitir que algo se tornasse íntimo demais, sério demais. Era uma linha que ele nunca cruzava. E, no entanto, ali estava ele, sendo confrontado pela mãe po

