Bárbara ainda não conseguia acreditar no que via. Ela estava preparada para qualquer coisa ao entrar naquele navio – sujeira, fedor de rum barato, ratos correndo pelos cantos. Afinal, era um navio pirata. Mas o que encontrou foi algo completamente diferente. O Sereia Sangrenta exalava luxo. Os corredores eram revestidos de madeira nobre, com detalhes dourados que refletiam a luz bruxuleante dos lustres de cristal. Os móveis pareciam saídos de um palácio, trabalhados em mogno e couro legítimo, e as cortinas de veludo pesado completavam o ar de sofisticação. O mais impressionante, porém, foi a cabine para onde Renato as levou. Um espaço amplo, com uma grande escrivaninha organizada meticulosamente e uma parede repleta de prateleiras cheias de livros. Um sofá de couro n***o ocupava um do

