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O Sereia Sangrenta avançava pelo Mar do Norte, cortando as águas frias e turbulentas como uma fera silenciosa. No entanto, o verdadeiro tumulto não estava do lado de fora do casco, mas sim dentro do navio. A tripulação estava inquieta. Os rumores de sabotagem haviam se espalhado como fogo em pólvora. Olhares desconfiados eram trocados pelos corredores. Ninguém mais se sentia seguro, e pior ainda: ninguém confiava em ninguém. A notícia tinha sido mantida em sigilo no início, mas uma informação como essa não ficava oculta por muito tempo em um navio com duzentas pessoas. Os engenheiros já haviam reparado o problema em poucas horas, mas o dano havia sido feito. Se alguém ali dentro tentava afundar o navio, isso significava que um traidor andava entre eles. E quando há um traidor à sol

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