Renato observava da cabine de controle enquanto o Sereia Sangrenta manobrava para atracar no porto de Nova York. Seu olhar estava fixo em Nicole, que permanecia no convés ao lado de Bárbara. O deslumbre no rosto dela era evidente. Mesmo dali, ele podia ver a expressão de encantamento, a forma como seus olhos brilhavam enquanto absorvia cada detalhe da cidade que sempre sonhou em conhecer. Nova York surgia imponente diante delas. A agitação do porto era intensa, com caminhões e guindastes movimentando cargas, tripulações trabalhando, e turistas desembarcando de outros cruzeiros. O horizonte era dominado pelos arranha-céus, refletindo a luz matinal e pintando o céu com tons dourados. O ar tinha aquele cheiro característico de maresia misturada com a urbanidade pulsante da metrópole. Nicole

