Renato estava parado, imóvel diante da porta da cabine de Nicole, a mente cheia de perguntas e dúvidas. O grito que havia rasgado a noite ainda ecoava em seus ouvidos, e ele não conseguia se livrar da sensação de que algo estava errado. O som, agudo e desesperado, parecia ter vindo diretamente de Nicole, mas isso era impossível, não era? Ela estava em seu quarto, talvez em algum tipo de pesadelo, mas a ideia de que Barbara pudesse estar atacando-a o incomodava mais do que ele gostaria de admitir. Mesmo assim, não havia tempo a perder. Ele precisava descobrir o que estava acontecendo, precisava garantir que ela estava segura. Sem hesitar, ele girou a maçaneta da porta e entrou, a respiração pesada. A cabine estava banhada pela luz fraca da lua que entrava pela janela, espalhando um brilho

