Renato estava nervoso. Sentia uma estranha sensação de insegurança que, em toda a sua vida adulta, sempre havia evitado. Com as mãos trêmulas, ele se aproximou da porta do quarto de Nicole. Sua mente estava uma confusão. Como ele poderia fazer isso? Como poderia tomar uma atitude tão impulsiva? O que exatamente ele queria dela? O que queria dele mesmo? Ele não sabia a resposta exata para nenhuma dessas perguntas, mas a necessidade de vê-la, de estar perto dela, de dar vazão àquela tensão crescente entre os dois, estava tomando conta de seu corpo de maneira insuportável. Respirando fundo, ele levantou a mão e bateu na porta. A batida foi firme, mas seu coração parecia ter desacelerado o tempo. Quando Nicole atendeu a porta, seus olhos se encontraram com os dele, e, por um momento, o mundo

