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A hora do leilão estava finalmente se aproximando. Renato estava parado na proa do Sereia Sangrenta, observando a Ilha da Perdição crescer no horizonte. Mesmo sem nunca ter pisado ali antes, sentia um estranho senso de pertencimento. Aquela terra de criminosos e foras da lei seria, a partir de hoje, um dos seus domínios. Atrás dele, o capitão do navio estava inquieto, as mãos suadas sobre o timão. Ele não era um homem de fácil emoção, mas Renato percebia que, naquele momento, o veterano segurava um sorriso de menino. Para muitos, pisar na Ilha da Perdição era um sonho inalcançável. Para aquele homem, seria um dia inesquecível. Ao lado de Renato, seu imediato, Pablo, conferia suas armas com precisão militar. Ele sabia que, naquela ilha, não portar uma arma era o mesmo que pedir para ser

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