O burburinho no salão diminuiu quando o leiloeiro subiu novamente ao palco, um sorriso satisfeito estampado no rosto magro e envelhecido. Ele ergueu as mãos, chamando a atenção de todos. "Senhores, senhoras... chegou o momento que todos esperavam. O ponto alto da noite!" Renato sentiu o corpo enrijecer. Ele sabia que aquele lugar era um antro de negócios escusos. Contrabando, tráfico de armas, fraudes financeiras, tudo isso já não o surpreendia. Mas tráfico humano? Aquilo era demais até para ele. O leiloeiro estalou os dedos, e os guardas começaram a trazer as primeiras "mercadorias". Renato se recostou na cadeira, sua expressão endurecendo. Ele não pretendia dar um único lance. Não queria compactuar com aquilo. Mas sabia que sair logo após o anúncio seria visto como uma afronta. Então

