SAFIRA NARRANDO Três meses se passaram desde aquele turbilhão de acontecimentos. A vida parecia ter encontrado um ritmo novo, mas não menos intenso. Eu mesma me pegava, às vezes, sem entender como tinha chegado até aqui eu, Natanael e Raíssa, vivendo sob o mesmo teto, como se fôssemos uma pequena família. Raíssa grudou em mim de uma forma que eu jamais imaginaria. O berço dela agora ficava no meu quarto, logo ao lado da minha cama, e era como se cada respiraçãozinha dela me chamasse, me puxasse pra perto. Eu não conseguia mais imaginar dormir sem ouvir os suspiros dela no escuro, sem sentir a paz que aquele corpinho pequeno transmitia. E, talvez por isso, eu não acreditava que ela sentisse falta da tia Elizabeth. A verdade é que, nos últimos meses, a única pessoa de quem ela parecia

