Chegamos na casa da minha sogrinha quase meia hora depois que ela marcou o jantar. Eu nem me importei, eu não estava afim de vir, e depois de ter ficado mais com Christian. Eu não queria saber de mais nada. Por mim estariamos em nossa casa fazendo amor na nossa cama. Descemos do carro e ele pagou a minha mão e em gesto lindo beijou-a. Sorrir para ele. Ele me puxou e seguimos para a porta. Ele bateu campainha e a porta foi aberta por uma Grace com uma cara nada boa.
-Achei que vocês não viriam mais. Ela diz brava.
-Calma mamãe, só tivemos um contratempo. Christian diz dando um abraço nela.
-Estão todos esperando e com fome. Ela diz olhando para ele e depois para mim. Como você está Ana? Ela me perguntou meio ríspida.
-Ótima Grace. E a Sra? Perguntei com meu melhor sorriso.
-Bem, eu preciso conversar com você. Ela diz, eu reviro os olhos, pois era isso que eu queria evitar.
Entramos e na sala estavam todos com uma cara nada boa. Eles começam a reclamar do nosso atraso, dizendo que temos duas grávidas e crianças entre nós. Eu e Christian nos olhamos e fizemos cara de culpados. Na verdade não estávamos nos sentindo culpados de nada. Como disse, por mim eu nem estaria aqui. Fomos todos para a mesa e começamos a comer e Mia foi a primeira a quebrar o silêncio. Falamos que ela teria uma menina. A mesa ficou eufórica e eu senti os olhos de Christian em mim. Eu darei um filho a ele, mas não agora. Estamos indo bem com a nossa relação que mais cedo do que ele imagina eu vou lhe dá um filho.
O jantar terminou e todos vão para sala. A inquieta da minha sogra pediu para que eu a acompanhasse para falar comigo. Eu fui. Entramos no escritório e ela me pediu para sentar. Assim eu fiz, só esperando o que ela tinha o que dizer.
-Ana eu não quero que você fique chateada comigo. Ela diz e eu fico imaginando o que ela quer com essa conversa.
-Grace me desculpe, mas não tem como não ficar chateada. Christian não é mais solteiro. Todas as coisas que cabiam a você fazer antes dele casar, agora cabe a mim. Cabe a mim tomar qualquer decisão que o envolve. Falo com calma, para ver se ela me entende.
-Mas ele não deixou de ser meu filho porque casou com você. Ela diz brava.
-Não mesmo, porém ele agora tem uma família, que sou eu, e não cabe a você mais tomar decisões que o envolve.
-Eu não posso acreditar que você queira me tirar da vida dele. Ela diz cruzando os braços e mais brava.
-Eu não quero tirar você da vida dele e nem de ninguém Grace. Eu só não quero que você se intrometer em nossas vidas. E pare de passar na minha frente sobre as decisões que cabe a mim tomar e não a você mais. Digo firme.
-Eu não vou deixar de participar da vida do meu filho por sua causa. Ela diz também firme. Eu suspiro, e respiro forte. DR com minha sogra não dá. Meu humor estava ótimo, agora está começando a azedar.
-Grace me diz. Porque estamos tendo essa conversa? Pergunto, pois não estou entendendo nada.
-Porque eu não quero ter desavenças com uma das minhas noras/ Filhas. Eu sempre quis um lar familiar e nada de desavenças entre a gente.
-Porém Grace isso depende de você e não de mim. Eu não venho na sua casa e decido o que vou fazer para o seu marido, eu não te ligo ditando o que vamos fazer. Então para não haver "desavenças", como você diz, depende exclusivamente de você. Digo com calma, eu não vou me alterar com ela.
-Depende de nós todos, e você entrou para a família tem pouco tempo, tem que se adequar a nós. Eu não posso acreditar nisso.
-Se adequar a vocês? Grace eu me casei com Christian e não com a família dele, assim como ele casou comigo e não com a minha família. Eu não sou um móvel que você comprar e adequa a qualquer parte da sua casa. Se você não entender que eu sou esposa de Christian, eu não posso fazer nada. Mas eu afirmo para você que esse aniversário dele é o único e último que você tomará rédeas. A parti de agora sou eu que faço as escolhas aqui. E você entrará como ajuda. Se eu precisar de ajuda ou qualquer outra coisa claro que pedirei a sua ajuda. Porém se isso não acontecer não quero que você se meta. Falo olhando pra ela que me olha assustada.
-Você então está me tirando da vida do meu filho então? Há canseira.
-Eu não disse isso. Jamais faria tal coisa. E cabe a você entender as coisas. Assim como você disse, eu também não quero desavenças entre nós e também não vou abrir mão de fazer as coisas para Christian, porque você quer.
-Você entende que se trata do meu filho. E eu o amo acima de tudo. E antes de você vem ele.
-Entendo tudo isso Grace, mas seu filho está casado e não tem mais necessidade de você querer passar a minha frente. Eu nunca vou disputar com você o posto de mãe, porque ele já tem uma mãe, e eu sou mulher dele. E para mim chega dessa discussão boba. Você já vai fazer a festa, então não vejo porquê de estarmos discutindo isso.
-Quero que você se envolva com a gente, nos ajude no dia. Ela diz.
-Não posso, vou fazer um almoço lá em casa para comemorar o aniversário dele, então terão fazer as coisas sem mim.
-Um almoço? Ela arquear a sobrancelha.
-Sim Grace um almoço, para meus pais, alguns amigos e vocês. Digo
-Não, você não pode fazer isso. Estaremos todos envolvidos aqui.
-Eu farei de qualquer jeito, quem quiser ir vai, e a noite estaremos aqui na sua grande festa. Digo debochada.
-Anastásia, você não pode fazer isso. Ela fala firme.
-Grace manda na sua casa, na sua vida. Na minha casa e na minha vida quem manda sou eu. E lembre-se essa é a última vez que você tem o controle de alguma coisa envolvendo Christian. Eu não sou o tipo de pessoa que entrega o controle da minha vida para alguém. Não é você que vai decidir o que faço ou deixo de fazer para ele. Agora se você me dê licença. Falo já me retirando e deixando ela lá estática.
Chego na sala e todos estão rindo. Christian me ver e já vem me abraçar e me dá um selinho.
-Nossa minha mãe pegou você de jeito hoje hein. Achei que teria que ir lá e resgatar minha mulher. Christian fala sussurrando no meu ouvido. Somente sorrio para ele.
Depois de um tempo fomos embora. Nos despedimos de todos e da minha sogrinha que estava com uma cara nada boa para mim. Porém eu não me importo. Eu não vou deixar ela desmandar e mandar na minha vida e nem na minha casa e casamento. Espero que ela entenda isso. Chegamos em casa e Christian já foi me agarrando, me jogando em seus ombros e dando uma tapa na minha b***a. Ele me despiu toda e tirou sua roupa. Fizemos amor. Que engraçado é a segunda vez que penso que estamos fazendo amor, ao invés de transarmos. Sinto que fazemos amor em cada beijo, em cada toque e em cada contato s****l que temos. Eu não sei o que estou sentindo por ele, pelo meu marido, só sei que a cada dia fica mais forte e intenso dentro de mim.
Estamos acordados ainda. Ele não deixa de fazer carinho com suas mãos em meu rosto e corpo.
-Ana você já pensou o que você vai fazer da sua vida? Ele me pergunta. E eu não entendi
-Não entendi. Como assim? Falo olhando para ele.
-Com relação a faculdade. O que pensa em fazer?
-Na verdade eu não tenho nada o que fazer com relação ao curso de medicina. Mas pretendo fazer administração no próximo período. Vou na faculdade na segunda feira resolver isso.
-Ou seja mais quatro anos. Ele diz com desgosto na voz.
-Christian eu vou fazer a distância, assim eu posso me dedicar a você e a empresa do papai. Digo fazendo carinho em seu rosto. Eu não quero que ele pense que eu não me importo com a gente. Pois eu me importo e quero demonstrar isso a cada dia para ele que eu estarei aqui pra ele, pra gente.
-Que bom fico mais aliviado assim. Podemos pensar em filhos.
-Podemos pensar e ir treinando muito para fazê-lo. Digo já subindo em cima dele e rebolando em seu m****o que começa a dá vida.
-Eu quero ver você grávida. Eu quero ter um filho nosso. Ele diz.
-Precisamos reafirmar algo entre a gente para termos um filho? Pergunto para ver se o mesmo já está seguro quanto a gente.
-Confesso que ainda tenha receio que algo possa mudar entre a gente. Ele fala sincero.
-Então um filho é ainda para acalmar sua insegurança?
-Ana.
-Christian não, eu não quero ter um filho para reafirmar algo entre nós. Você tem que confiar em mim, em si mesmo. Eu acredito que não estamos preparados para filhos ainda.
-E quando? Quando serei pai? Ele pergunta triste.
-Quando tiver que ser. E não quero ver você assim. Um filho é uma benção, uma alegria para nós. E não uma ponte para salvar nosso casamento, para eu fazer ficar com você ou vice versa. Teremos muito tempo para sentir que ambos estamos seguros um com outro e além de tudo estamos prontos para termos um filho.
-Você não quer ter um filho comigo? Ele me pergunta triste. Eu abaixo e sussurro no ouvido dele.
-Se não for com você eu não posso ter com ninguém Sr Grey. Estamos casados pela vida toda. Ele me aperta e me beija. Terminamos nossa noite fazendo mais amor.
O sábado chegou e Christian estava a manhã toda em uma videoconferência em casa mesmo. Fiz o almoço e ele acabou sua reunião e podemos almoçar. Passamos a tarde toda juntos. Fomos ao shopping, compramos algumas coisas para a viagem e fomos ao cinema. Domingo passamos em casa mesmo. Só nós dois nos amando em cada canto da nossa casinha. Eu estava amando esses momentos com ele. Na segunda fui a faculdade e resolve a minha situação. Me matriculei para o próximo semestre para administração. Eu estava muito animada. Poderia fazer uma surpresa para Christian. Darei a ele o que ele tanto quer.