Diferente de mim, hoje quem acordou cedo foi Christian. Ele me disse que tinha que ir cedo para a empresa, pois tinha que colocar as coisas em ordem antes da viagem. E hoje é eu que estou sentindo falta dele na nossa cama. Não vamos tomar café juntos e nem nada. Levanto e sigo para o banho. Preciso está na empresa do papai.
Tomo meu café depois de dá bom dia a Gail e já pego as minhas chaves e sigo para empresa do papai. Hoje imagino que teremos muitas coisas para fazer. Fora que papai e mamãe estão pretendendo viajar por uma semana em uma lua de mel, já nem sei quantas lua de mel esses dois já fizeram. Mas gosto deles assim, sempre alegres e felizes pela relação deles. Fico pensando se eu e Christian ficaremos assim como papai e mamãe. Tenho medo que eu fique buscando nele o amor que jamais encontrarei. Tenho medo que ele se desiluda comigo e veja que não senti nada por mim e peça a separação. Droga, eu não posso pensar assim, eu não quero ficar com esses pensamentos. Vamos dá certo, estamos dando certo e nada e nem ninguém vai mudar isso. Vamos continuar lutando para melhorar cada dia nosso casamento. Sou tirada dos meus pensamento com meu celular tocando. Atendo pelo viva voz do carro.
-Alô
-Alô, bom dia, gostaria de falar com Anastásia Steele.
-Bom dia, é ela, quem fala?
-Aqui é Nora a secretária do Reitor Roger Chaveiros, o reitor do seu curso.
-Sim Nora, em que posso te ajudar? Estou intrigada com a ligação.
-O Reitor quer marcar uma hora para conversar com a Srta. Ela diz, e eu ainda não entendi.
-Você pode me dizer o assunto?
-Não sei te dizer Srta. Ele só me pediu para entrar em contato com a Srta e marcar. A Srta está disponível as 15hs de hoje?
-Estou sim, pode marcar, estarei ai.
-Tudo bem. Está marcado. Você sabe aonde fica a sala do reitor?
-Sim Nora. Eu sei sim.
-Então está marcado Srta. Tenha um bom dia. Ela diz e desliga.
Será o que aconteceu? Será que é por causa das minhas faltas? Merda, espero que não. Eu ainda não estou certa do que farei com meu curso. Estou em um conflito interno. Quebrar uma promessa nunca foi do meu feitio, porém ser infeliz em uma área que não é o que eu queria, também irá me frustrar o resto da vida. Eu não sei mesmo o que fazer.
Chego na transportadora do papai e cumprimento a todos. Vou na sala do papai e ele já vem me abraçar e diz que está muito feliz pela minha ajuda. Tanto que é para me preparar, pois assumirei quando ele for viajar. Eu o questiono sobre a faculdade, e ele me diz que só por uma semana e nada mais. Eu não discuto. Na verdade nem eu sei o será da minha faculdade.Foco no meu trabalho até as duas, não tive tempo de comer, então terei que comer depois da conversa com o reitor. Apesar de está morrendo de fome.
Cheguei na faculdade e já fui direto para reitoria. Cumprimentei a secretária que se apresentou como Nora. Disse a ela meu nome, e ela me disse que o reitor já iria me receber. Eu estava meio receosa com a essa conversa. Eu não sabia o conteúdo da mesma e isso estava me deixando nervosa. Depois de longos minutos, Nora apareceu e disse que eu poderia entrar. Entro e vejo um senhor baixo, com barba grande e cabelos grisalhos. Ele me olha e já vem até a mim.
-Boa tarde Srta Steele. Sou Roger Chaveiros.
-Boa tarde Sr Chaveiros.
-Sente-se. Ele diz
-Obrigado.
-Bem Srta, eu te chamei aqui, pois tive uma conversa com seus professores e eles me pediram para conversar com você.
-Sei que deve ser pelas minhas faltas, mas eu andei com alguns problemas, casamento e agora meu pai está com problemas na empresa dele e me pediu ajuda.
-Eu entendo, mas o caso não é esse Srta. Ele diz e eu franzo a testa.
-Então? Pergunto
-Na verdade seus professores chegaram a uma conclusão que a Srta não tem aptidão nenhuma para a medicina. A Srta por mais que se dê bem nas provas finais, durante o semestre nas aulas, a Srta não desenvolve bem. Eles acharam que a Srta poderia querer fazer outra especialidade, mas como a Srta não tomou decisão, nós aqui do Conselho tomamos a decisão de te convidar a sair desse curso, e entrar em outro.
-Como assim? Vocês estão me expulsando do curso? Pergunto em choque pelo que ele me falou. Meu celular toca e eu o pego colocando no silencioso sem nem almenos ver quem é.
-A palavra expulsar é muito pesada. Estamos te convidando a se retirar do curso. Ele diz e eu não consigo raciocinar.
-E se eu não quiser. Questiono ainda abalada.
-Teremos que tomar outras atitudes e mesmo assim a Srta não cursará no próximo semestre. Estamos retirando seu nome do nosso quadro de alunos de medicina.
-O Sr está querendo dizer que eu já fui expulsa do curso e não posso fazer mais nada?
-Queremos que a Srta converse com uma orientadora pra saber o que a Srta tem aptidão. E o que a Srta escolher de acordo com a orientadora, nós vamos cumprir o seu curso te dando uma bolsa de estudo.
-Eu não tenho necessidade de uma bolsa Sr Chaveiros. Eu não quero tirar a condição de alguém que realmente precise. Digo não acreditando que eu fui expulsa do curso de medicina. Eu não sei se choro, se me sinto aliviada ou se me sinto m*l por não cumprir uma promessa.
-Na verdade é uma forma de reembolsar a Srta por metade do curso que foi pago.
-Então eu não posso fazer nada? Estou realmente expulsa do curso de medicina.
-Sim Srta. Estamos hoje levando em consideração tudo que seus professores viram em sala durante esses quase quatro anos. Quando a Srta faltou aquele semestre todo e os seus professores acharam que a Srta iria desistir, porém a Srta resolveu voltar e seus professores começaram a me colocar a pá da sua situação. E não temos outra solução a não ser essa. Ele termina de dizer, eu não sei mais o que falar. Se é que tem algo para falar. Fico voando em pensamentos, olhando para o nada. A Srta está bem? Me questiona me tirando do transe
Apenas aceno que sim com a cabeça. Questiono a ele se tem mais alguma coisa. Ele me diz que não. E que só precisamos olhar o reembolso de cinquenta por cento do valor do curso. Eu digo que depois verei isso. Já me levanto e agradeço a ele, e saio da sala dele. Chego em meu carro e entro. Como isso pode acontecer? E minha promessa? Como cumprirei essa promessa? Merda. Sigo para casa ainda não entendendo ainda o que houve naquela sala. Chego em casa Gail estava descendo as escada e me disse que Christian ligou e perguntou por mim. Disse a ela que depois é ligaria para ele. Ela me olha e pergunta se eu estou bem. Digo que sim. Subo para o quarto. Jogo minha bolsa em qualquer lugar do quarto e me sento no sofá de frente para a janela. Eu estaria muito feliz, se isso não interferisse na minha promessa. Eu não sei o que vou fazer. Fico pensando se me acontecer algo porque não cumprir a minha promessa. Fico ali sentada não sei quanto tempo, só vejo que é noite quando Christian chega me tirando dos meus pensamentos.
-Anastásia o que houve com você hoje? Ele perguntou parando em minha frente. Te liguei várias vezes agora de tarde, minha mãe também.
-Desculpe. Digo somente isso.
-O que você tem? Gail me disse que você não parecia bem. Ele me perguntou preocupado.
-Eu nem sei como te dizer. Ele me olha e ergue a sobrancelha e derrepente o maior sorriso é estampado no rosto dele.
-Você está grávida? Não acredito amor. E você está triste com isso? Indaga preocupado e abaixando para alisar a minha barriga. Droga.
-Não é nada disso Christian. Eu não estou grávida. Digo e ele muda sua cara para triste.
-E então o que houve? Ele me pergunta sem ânimo.
-O reitor da faculdade me ligou hoje para conversar comigo. Eu suspiro e continuo. Eles me expulsaram do curso de medicina. Christian me olha e não vejo estranheza em seus olhos.
-Porque eles fizeram isso? Ele me pergunta se levantando e tirando a gravata.
-Fizeram uma reunião e viram que eu não tenho aptidão para medicina. Digo triste.
-Ana, você se via como médica? indaga cruzando os braços.
-Não, mas eu tinha que concluir o curso. Digo firme
-Porque? Por causa da promessa que você fez? Como ele sabe disso? Ele ver minha expressão de confusão e me responde antes que eu o pergunte. Seu pai me contou o porque você escolheu ser médica. Anastásia não pense que é você que desfez da promessa. Não foi você, mas sim as circunstâncias da vida que está tentando te mostrar que sua escolha não daria certo.
-Como você sabe? Pergunto irritada.
-Por que não sou só eu que não enxergava isso em você. Ana seus professores tiveram que fazer você ver o que realmente você deveria ter feito. Para mim você nem deveria ter começado esse curso por causa de uma promessa. Para se dedicar a medicina precisa mais que promessa.
-Já vi que você não me apoiará em nenhuma decisão que eu tome
-Não é isso. O que você quer fazer? Entrar em uma nova faculdade e cursar medicina por causa da sua promessa? Se isso que você quer eu estarei aqui com você, mas eu não quero ver você ressentida nem hoje e nem daqui a 8 a 10 anos. Você tem que ser responsável pelas suas decisões e não colocar a culpa em uma promessa que você fez aos 12 anos de idade. Ele diz e eu sinto que levei um tapa em minha cara agora. Ou seja, com doze anos eu não tinha como assumir responsabilidades nenhuma e agora eu sei o que significa a palavra e ainda tenho que arcar com ela. Fico em silêncio. Para e pensa um pouco em o que você vai fazer. Ele diz e me abraça.
Acho que era tudo que eu queria desde que levantei hoje de manhã. Sentir seus braços ao meu redor. Sentir que ele estava do meu lado, mesmo não sabendo o que irei fazer, eu queria ele perto de mim. E o que ele falou eu concordo, não posso aos quase 22 anos basear minhas decisões em uma promessa feita a 10 anos atrás.
Ele me chama para tomarmos banho e começa a me despir como se eu fosse uma criança necessitada de cuidados. Ele também tira suas roupas e seguimos para o banho. Tomamos banho a base de muita sexo. Me sinto bem depois disso e fomos jantar. Conversamos mais sobre as empresas dele e do papai. Disse sobre a lua de mel que papai está pretendendo fazer. Christian me disse que pode tirar uma semana no início de julho e que podemos fazer também uma segunda lua de mel. É uma boa ideia, penso comigo. Christian me pediu desculpas, porque ele teria que trabalhar mais um pouco no escritório aqui em casa. Eu não me importei, pois precisava colocar em ordem as coisas para o aniversário dele. Antes dele se isolar no escritório ele me disse que sua mãe queria falar comigo. Não queria falar com minha sogra hoje, até mesmo sabendo o conteúdo da conversa. Suspirei e liguei para ela. A mesma atendeu no segundo toque.
-Oi Grace, é a Ana.
-Oi querida, o que aconteceu com você hoje? Ninguém conseguia falar com você.
-Não aconteceu nada Grace. Eu só tive um contratempo e não deu para falar com vocês.
-Tudo bem filha, eu só queria que você me passa a lista de convidados para o aniversário de Christian.
-Grace ainda não conversamos sobre isso. Eu tenho uma idéia e a Sra tem outra. Eu não acho que deva ser algo grande.
-Mas Christian é um homem importante, portanto as pessoas vão gostar de homenageá-lo. Reviro meus olhos com esse comentário.
-Grace eu entendo, mas sempre são festas grandes, então esse ano poderia ser uma coisa só para nós e alguns amigos. E outra seria aqui em casa.
-Há não Ana, já estava preparando o jardim daqui de casa para receber as pessoas. Eu sei que você está querendo algo só para nós. Mas eu não vou deixar essa data passar em branco ou uma coisinha pequena. Então vamos fazer sim uma festa grande. A minha lista já está pronta. Só preciso da sua. Ela diz, eu não sei o que fazer. Minha vontade é de dizer que eu como esposa dele tenho total autonomia para resolver isso. Porém sei que irei magoá-la e também ela contaria para Christian e isso poderia não ser legal. Merda. Eu não sei o que fazer.
-Grace eu ainda insisto em fazer algo só para nós. E porque não pode ser na minha casa? É a casa dele.
-Nada demais nisso Ana, só que pensei que aqui também é a casa dele, e a maioria das festas é feita aqui. Então já estou organizando tudo aqui. Mia está me ajudando, se você quiser me ajudar também será bem vinda.
-Vamos fazer assim então Grace. Faremos duas festas. Uma para seus convidados na sua casa e outra aqui na minha casa mais reservada para amigos e familiares. Digo já cansando dessa conversa.
-Eu acho desnecessário. Podemos fazer uma festa só. E você pode vir ajudar e me dizer o que você quer ou não quer. Cansei dessa conversa.
-Ok Grace. Faz o que a Sra quiser. Eu não vou dar outra festa. Deixarei tudo por sua conta.
-Ana não quero que você fique chateada. Eu só quero continuar dando o melhor para o meu filho. Como se eu não fosse dar o melhor para ele.
-Tudo bem Grace. Aqui resolve tudo aí. Tenho que atender outra ligação. Bjs. Tchau. Desliguei sem esperar ela responder.
Que sogra é essa que eu fui arrumar. Deixa ela fazer o que ela quiser. Não tem jeito mesmo. Eu espero que nem sempre seja assim. Porque isso está cansando. Ela quer se meter em tudo.