O hospital cheirava a desinfetante e silêncio. Não era o tipo de lugar que Toddy frequentava. Nunca tinha sido. Mesmo quando a esposa morreu, recusou hospitais. Preferiu ver a vida sair em casa, na própria cama, segurando a mão dela, fingindo controle onde nunca houve. Agora, caminhava por um corredor branco demais, limpo demais, frio demais. Iala estava ali...Não se importava com a mentira, mas sim com a dor, gostava da menina. Ficou parado. .na frente do médico O médico falava, mas Toddy demorou a compreender as palavras. “Trauma físico”, “lesões extensas”, “sedação leve”, “estado de choque”. Tudo parecia distante, como se estivesse ouvindo debaixo d’água. Já Porã fechou os olhos. A imagem do portão se fechando atrás dela voltou inteira, c***l. O som do corpo sendo empurrado para

