Ele sentou Maelli numa cadeira e foi até a margem. Pulou na água sem pensar. A água estava gelada, cortante, mas ele nadou mesmo assim, rápido, até onde sabia que ainda havia um cacho de bananas e algumas uvas que cresciam mais acima. Arrancou com força. As frutas caíram molhadas, pesadas na mão. Voltou nadando. Quando chegou, Maelli estava com a cabeça baixa, os braços em volta da barriga. — Tem que se alimentar.. Ele sentou ao lado dela, descascou a banana com cuidado e colocou um pedaço pequeno na mão dela. — Só um pouco. Ela mastigou devagar, com esforço. Depois mais um pedaço. As uvas vieram depois,... O sol subia aos poucos. Não esquentava muito, mas iluminava o suficiente para mostrar as marcas no corpo dela: hematomas, arranhões, como ele sobreviveu? Parecia um milagre para

