A mãe de Hera estava chegando. Vinha para ficar por um tempo… ia assumir o cargo de Hera, mas Dafne não tinha pensado em um trabalho tempórario e sim definitivo, porque a mansão era enorme, enorme, e não tinha sentido a mãe de Hera morar sozinha, mas a senhora era apegada a casa dela, e muito, porque Hera tinha lutado tanto para que mãe não perdesse a casa. Hera e Dafne esperavam na porta da mansão. Quando o carro estacionou, a mulher desceu sorrindo e abraçou as duas com força — cheiro de mãe, abraço de mãe, coisa que Dafne nem lembrava direito. Mas Hera logo percebeu um caixote pequeno no banco do carro e não era roupas. — O que é isso, mãe? — O cachorro. — Mãe… — Eu não podia deixá-lo. É um filhote…achei ontem na ria — a mãe abriu o caixote e mostrou o bichinho, tremendo, os olho

