Adely doía por dentro e por fora. A dor não tinha um lugar só; era espalhada, antiga, acumulada. Tomou um banho demorado, deixando a água quente cair sobre os ombros como se pudesse dissolver o peso que carregava. Não lembrava a última vez em que tinha se permitido ficar tanto tempo ali, parada, respirando. Quando saiu do banheiro, quase chorou, podia finalmente descansar tendo uma enfermeira. Pegou o celular e enviou uma mensagem curta para a única amiga que ainda tinha. Disse que estava bem. Essa a era amiga que cuidava de Susan quando precisava... Vestiu uma camisola simples e se deitou. Tentou fechar os olhos, mas o corpo não desligava. Cada pensamento vinha acompanhado de outro, e depois de outro, como se não houvesse descanso possível. A porta abriu devagar. Ferthas entrou. Ade

