CAPÍTULO 108 ARTHUR NARRANDO Saí do hotel com o pensamento preso nela. Na Beatriz, deitada naquela cama, enrolada no lençol, com os olhos moles de amor e o corpo ainda quente do nosso último toque. p***a… era difícil respirar longe dela. Difícil manter a cabeça no lugar sabendo que deixei aquele pedaço de céu me esperando. Mas tinha coisas que eu precisava resolver. Coisas que faziam parte da minha vida e que, querendo ou não, também faziam parte do que eu tava construindo com ela agora. Peguei o carro que tava reservado pra mim e fui direto pro escritório de um dos meus sócios no Rio. Era rápido. Só uma reunião de alinhamento sobre uma operação que a gente tava negociando há semanas. Resolvi tudo em pouco mais de uma hora, mas confesso… nem prestei atenção direito em metade do que foi

