Capítulo 31 PATRÍCIA NARRANDO: Dois dias. Quarenta e oito horas. Quatro mil trezentas e vinte respirações pesadas. E incontáveis olhadelas para a tela do meu celular. Foi esse o tempo que eu levei pra decidir o que fazer com aquela mensagem simples, direta e gentil que o Rafael me mandou E eu? Travei. Não porque ele fez algo errado. Pelo contrário. A mensagem foi respeitosa, carinhosa, leve. Mas o problema não era ele. Era eu. Era essa muralha que construí ao redor de mim, essa insegurança que me faz duvidar até da boa intenção das pessoas. Depois do fiasco com o i****a do Ricardo, minha tolerância pra homem bonito, educado e aparentemente decente ficou no mesmo nível de um vírus: eu até reconheço que existe, mas não confio nem um pouco. Mesmo assim, ali estava eu, sentada na cadeira

