CAPÍTULO 102 ARTHUR NARRANDO : Acordei com o barulho discreto do alarme vibrando no celular, mas não tive coragem de levantar de primeira. Tava ali, deitado, olhando pro teto por alguns segundos… tentando entender como que uma única tarde podia mexer tanto comigo daquele jeito. Virei devagar e olhei pro lado. Beatriz. Dormindo tranquila, com o rosto encostado no travesseiro, os cabelos caídos sobre o ombro, e o roupão meio aberto revelando um pedacinho da pele dela. Linda. Serena. Intocável e ao mesmo tempo… minha. Passei a mão devagar na cintura dela, sem acordar. Só pra sentir. Só pra lembrar que era real. A noite anterior voltou como um filme. Cada gemido, cada toque, cada vez que ela dizia que era minha… p***a, foi diferente. Não era só t***o. Não era só cama. Foi entrega. Foi a

