CAPÍTULO 70 ARTHUR NARRANDO Ela saiu do banheiro com a camisola preta colada no corpo ainda úmido, cabelo preso, pele limpa… e mesmo assim, parecia mais bonita do que nunca. Era como se, sem nenhuma armadura, ela tivesse ficado ainda mais forte. Quando pegou a taça da minha mão e se sentou ao meu lado, meu peito deu um nó. A gente brindou em silêncio, mas eu juro… parecia que aquele toque de vidro era mais forte que aliança. Ela sorriu, tímida. Encostou as costas na cabeceira da cama e levou a taça aos lábios com calma, como se quisesse saborear cada detalhe da noite. E eu fiquei ali, olhando. Registrando. Tentando gravar cada segundo na memória. — Tá confortável? — perguntei, só pra quebrar o silêncio, mas na real… era pra ouvir a voz dela de novo. — Tô. Mais do que achei que estari

