CAPITULO 204 MATTEO CONTI NARRANDO: A noite estava fria, e o vidro do carro embaçava a cada respiração. Camila estava sentada ao meu lado, em silêncio, olhando para as próprias mãos com a cabeça baixa. Os dedos brincavam com a aliança que eu acabei de colocar no dedo dela, mas o olhar distante denunciava que algo a perturbava. — Camila… — eu chamei com a voz baixa, quase um sussurro. — Aconteceu alguma coisa? Ela hesitou por alguns segundos, como se travasse uma batalha interna. Então, respirou fundo e finalmente disse: — A sua mãe me ofereceu dinheiro hoje. Demorei um instante para processar. — Como assim? — No banheiro. Quando eu fui… me recompor. Ela entrou. Disse que sabia quem eu era, que sabia do meu passado. — Ela levantou os olhos, e eu vi o brilho da raiva neles. — Me

