Capítulo 44 ARTHUR NARRANDO Acordei com um beijo molhado no meu pescoço e uma mão atrevida escorregando pela minha barriga. Merda. Nem precisei abrir os olhos pra saber onde eu tava. — Bom dia, meu amor… — a voz da Val soou doce demais pro que eu tava disposto a aguentar logo cedo. Abri os olhos devagar, piscando contra a luz que entrava pelas frestas da cortina. A cabeça latejava leve, consequência da bebida da noite passada. Olhei pro teto, tentando lembrar em que momento exatamente eu tinha deixado isso acontecer. — Val… — murmurei, afastando a mão dela do meu peito. — Não começa. Ela riu baixinho, se encostando mais no meu corpo, como se aquilo fosse um convite. — Que foi, tá bravinho? Dormiu tão bem agarradinho em mim ontem, até parecíamos um casal. Suspirei fundo, levando a m

