CAPÍTULO 117 ARTHUR NARRANDO Acordei com um cheiro bom no ar. Não era café. Era ela. Aquele perfume doce, leve… misturado com pele quente e desejo guardado no travesseiro. Me mexi devagar, os olhos ainda pesados, até sentir os lábios dela tocando os meus com carinho. Abri os olhos e dei de cara com o sorriso mais bonito do mundo. — Bom dia, dorminhoco — ela sussurrou, colando outro beijo na minha boca. — Dormiu bem? Acariciei o rosto dela com a ponta dos dedos, sem tirar o sorriso de canto que veio automático. — Agora melhor ainda. Acordar contigo assim devia ser lei. Ela riu baixinho, deitou por cima de mim, com os braços apoiados no meu peito e o rosto colado no meu. — Tava pensando da gente sair um pouco hoje… tomar um café gostoso fora, numa cafeteria que eu vi ali perto. E dep

