CAPÍTULO 119 ARTHUR NARRANDO Ela saiu da joalheria toda boba, segurando a caixinha com a corrente no colo como se fosse coisa rara. E era. Porque tudo que é dela, pra mim, é sagrado. A mulher tava com um brilho nos olhos que nem o sol batendo forte no vidro do shopping conseguia apagar. E eu? Eu tava ali, do lado, com aquele sentimento estranho no peito… de paz. De missão cumprida. De estar fazendo certo, pela primeira vez em muito tempo. — Tu não existe, sabia? — ela disse, me olhando de lado enquanto caminhava — Do nada entra numa joalheria e me presenteia assim, como se fosse normal. — Vai se acostumando. Eu sou desses. — Mimado. — Apaixonado — corrigi, pegando na cintura dela e puxando pra perto enquanto a gente andava. Passamos por mais algumas lojas, ela se interessou por uma

