CAPÍTULO 116 ARTHUR NARRANDO Ela dormia ali, do meu lado, com o corpo colado no meu, como se tivesse sido moldada pra caber em mim. E talvez tenha sido mesmo. Beatriz era esse tipo de mulher que invadia tudo. A pele, a mente, a alma. A respiração dela tava calma, o rosto meio enterrado no meu peito, e a perna jogada por cima da minha como se fosse pra me prender ali. E funcionava. Por mais que meu mundo fosse cheio de barulho, de cobrança, de passado… com ela era silêncio. Era paz. E, ao mesmo tempo, era furacão. Porque ela também me tirava do eixo. Me fazia sentir coisas que eu nem sabia que ainda era capaz de sentir. Passei a mão devagar nos cabelos dela, sentindo o cheiro que já tava impregnado em mim. Mas minha cabeça… não tava em paz como ela. A Gabriela aparecer daquele jeito n

